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Gávea Marketplace mira consolidação de negócios no Brasil e expansão no exterior

Bolsa digital para comercialização de commodities agrícolas prevê crescer seis vezes mais até março/2023.

16 mai 2022 05h10
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Com pouco mais de um ano de operação, a Gávea Marketplace, bolsa digital para comercialização de commodities agrícolas, prevê crescer seis vezes mais até março/2023. Num segmento ainda pouco explorado no Brasil, atende grandes players do setor, como Amaggi, Agro Amazônia, FS Bioenergia, Inpasa, Gavilon, Lavoro e Cofco. "Conectamos produtores e compradores com total rastreabilidade dos ativos por blockchain", diz Vítor Uchôa, o CEO. "Toda commodity tem checagem de conformidade socioambiental." Em um ano, a Gávea comercializou 250 mil toneladas de soja e milho (cerca de US$ 150 milhões) e prevê atingir algo entre 1,5 milhão e 2 milhões de t até o 1.º trimestre de 2023 (ou US$ 750 milhões a US$ 1 bilhão).

Crédito no radar.

O próximo passo da Gávea será a oferta de crédito "tokenizado" com lastro em Cédula de Produto Rural digital e no token (registro) da commodity por meio da plataforma. A modalidade deve estar disponível ainda este semestre e permitirá ao produtor receber antes pelo grão.

Diversificação.

A Gávea planeja expandir a plataforma para comercialização de farelo e óleo de soja e estuda entrar em algodão e trigo. "Provavelmente para o 3.º ou 4.º trimestre", antecipa o CEO. Está nos planos, além disso, oferecer, até o fim do ano, produtos brasileiros para consumidores da Europa e da Ásia.

QUEBRA-CABEÇA.

Para aumentar a oferta de crédito para aquisição de equipamentos agrícolas e sistemas de armazenagem na safra 2022/23, a Abimaq, associação da indústria de máquinas, defende que o Banco Central altere a regra do compulsório do depósito à vista e reduza de 21% para 11% o montante que fica "parado" nos bancos sem remuneração. João Carlos Marchesan, presidente da entidade, diz que ao menos R$ 100 bilhões seriam liberados com a medida.

SEM ENTRAVES.

O dinheiro poderia viabilizar financiamentos a taxas de juros controladas, sem subsídio. "Algo como Selic (12,75% ao ano) ou um pouco mais, bem menos do que os juros livres", comenta Marchesan, citando a taxa de 18% no mercado. Nos bancos, não haveria resistência, afirma. "Estão com o dinheiro parado sem render; terão todo o interesse." O executivo participa nesta semana de reunião em Brasília para discutir demandas do setor envolvendo o próximo Plano Safra.

NOSSO POMAR. Exportadores brasileiros de frutas buscam novos mercados e a China é um dos alvos. Protocolos fitossanitários para uva, abacate, limão e manga estão sendo discutidos entre os países, conta Guilherme Coelho, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). "Há negociações em andamento também para exportar limão e abacate para os Estados Unidos", diz Coelho.

NA PONTA. Na tentativa de dobrar a receita no Brasil até 2025, para mais de US$ 900 milhões, a Adama, fabricante de defensivos controlada pela ChemChina, inaugurou em abril seu sexto Centro de Distribuição (CD) no Brasil, em Uberaba (MG). A unidade reduzirá o prazo de entrega, em média, em dois dias, importante neste momento de gargalos na cadeia global de insumos, argumenta Clemente Guerra, gerente de Logística. Antes, clientes do Estado eram atendidos pelo centro de distribuição do Paraná.

VEM MAIS. Minas Gerais é o sétimo Estado mais relevante para as vendas da Adama no País e o sexto no mercado de defensivos. "Será estratégico para o crescimento da empresa nos próximos anos", afirma Guerra. Mais quatro CDs estão previstos até 2025, em Balsas (MA), Dourados (MS), Rio Verde (GO) e Querência (MT). Em 2015, ano de referência da meta para 2025, a receita do Brasil passou de US$ 450 milhões. Em 2021, na América Latina chegou a US$ 1,276 bilhão - a maior parte do Brasil

Estadão
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