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Galípolo defende BC conservador para calibrar juros e fala em "movimentos suaves"

11 fev 2026 - 09h55
(atualizado às 10h42)
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O presidente do Banco Central, Gabriel ‌Galípolo, defendeu nesta quarta-feira a postura conservadora da autarquia de consumir dados para ganhar confiança sobre a "calibragem" de juros prevista para março, defendendo serenidade e parcimônia no processo decisório.

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento no Guarujá (SP)
07/06/2025
REUTERS/Fernanda Luz
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento no Guarujá (SP) 07/06/2025 REUTERS/Fernanda Luz
Foto: Reuters

Falando em evento do BTG Pactual, Galípolo disse que é comum agentes de mercado defenderem cortes ⁠mais fortes ou altas mais intensas da taxa Selic a depender do ‌ciclo. Ele, então, comparou a autarquia a um transatlântico, argumentando que ela não pode fazer grandes mudanças e se move de ‌maneira mais comedida.

"O Banco Central tem que ‌tentar suavizar os ciclos. Faz parte do nosso mandato -- ⁠como está escrito, e a gente repete o nosso comunicado -- a gente fazer movimentos mais suaves", afirmou.

"Dado o tamanho da incerteza em projeções, a atitude do Copom (Comitê de Política Monetária) foi ser mais conservador em esperar 45 dias para que a gente possa iniciar esse ‌ciclo com maior confiança."

Na B3, as opções de Copom precificavam na ‌última segunda-feira -- dado mais ⁠recente -- 66,04% de ⁠probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 24% de chance ⁠de redução de 25 pontos-base ‌e 4,25% de possibilidade de ‌baixa de 75 pontos-base.

No evento, o presidente do BC disse que sua fala desta quarta não buscaria fazer qualquer reparo na comunicação do BC e acrescentou que a sinalização de curto ⁠prazo dada pela autarquia está sendo bem capturada pelo mercado.

Em janeiro, o BC manteve a Selic em 15% ao ano, mas sinalizou a intenção de iniciar o ciclo de cortes em março.

Galípolo evitou dar sinais sobre o que ‌será feito nas decisões de política monetária no restante do ano, afirmando que um sinal nesse sentido poderia causar mais danos ⁠do que benefícios diante do cenário incerto.

Em relação à incerteza que poderá ser gerada pelo período eleitoral neste ano, Galípolo disse que a forma de atuação do BC não muda diante de pesquisas eleitorais e acrescentou que o horizonte relevante da política monetária ultrapassa o período das campanhas para a presidência.

Ele afirmou ainda que o mercado de trabalho no Brasil segue bastante apertado -- em um dos fatores que o BC tem colocado como elemento de preocupação pelos efeitos sobre os preços -- e defendeu que a função do banqueiro central é combater a inflação independentemente das causas.

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