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Futuros da soja na China tocam nível recorde com aperto na oferta e área menor

1 mar 2021 08h30
| atualizado às 13h36
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Os futuros da soja na China negociados na bolsa de commodities de Dalian atingiram um nível recorde nesta segunda-feira, em meio a uma oferta apertada e com expectativas de que alguns produtores reduzam a área de soja em favor do milho devido aos lucros potencialmente maiores.

Grãos de soja em supermercado em Pequim, China 
23/09/2019
REUTERS/Tingshu Wang
Grãos de soja em supermercado em Pequim, China 23/09/2019 REUTERS/Tingshu Wang
Foto: Reuters

O contrato mais ativos dos futuros da soja na bolsa de Dalian, para entrega em maio, chegou a subir 2,5%, para 6.058 iuanes (937,23 dólares) por tonelada no início das negociações.

"A oferta (doméstica) de soja está apertada", destacou uma fonte da indústria familiarizada com o mercado de soja, que disse que o setor de consumo tem aceitado bem os preços maiores.

"Também há expectativa de que a área de plantio de soja vá diminuir neste ano, uma vez que fazendeiros vão mudar da soja para o milho", disse essa fonte, que falou sob anonimato porque não tem autorização para conversar com a mídia.

Fazendeiros na região nordeste do país, que produzem tanto soja quanto milho, provavelmente plantarão mais milho no novo ano safra devido aos maiores lucros, uma vez que os preços do grão saltaram para níveis recordes, segundo analistas.

A China deve elevar sua área de plantio de milho em ao menos 667 mil hectares em 2021, disse o ministério de agricultura do país na semana passada.

Os futuros da soja também foram apoiados por preços mais altos de óleos de cozinha.

"Os preços do óleo de soja também subiram. Alguns consumidores estão dispostos a pagar um prêmio por óleo de soja não-transgênica e isso ajuda a apoiar os futuros da soja no mercado local também", disse Darin Friedrichs, analista da StoneX.

As chegadas de soja à China em março devem ser limitadas devido ao atraso na colheita no Brasil, principal exportador, que tem ajudado a impulsionar os preços domésticos do grão na China.

A China não permite o plantio de soja transgênica e sua soja doméstica é usada principalmente no setor de alimentos para fazer tofu e leite de soja, enquanto processadores de soja trazem grãos importados, quase todos geneticamente modificados, para esmagamento e uso no setor pecuário.

Ambos os grãos podem ser usados para fazer óleo de soja para cozinha, embora alguns consumidores na China tenham preferência por óleos não transgênicos.

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