Fundecitrus registra desaceleração do avanço do greening nos laranjais de SP e MG
A incidência de greening nos laranjais de São Paulo e Minas Gerais atingiu 48,08%, registrando a menor taxa de avanço dos últimos nove anos, segundo o Fundecitrus. O crescimento de apenas 0,45 ponto percentual reflete a desaceleração da doença, impulsionada pela redução de 45% na captura do inseto vetor, condições climáticas desfavoráveis à bactéria e estratégias do setor, que priorizou a erradicação em áreas críticas e novos plantios em regiões de menor risco fitossanitário.
A incidência do greening em São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro atingiu 48,08% das laranjeiras do principal polo produtor do Brasil, maior exportador global de suco de laranja, indicando uma desaceleração na incidência da pior doença da citricultura, informou nesta terça-feira o Fundecitrus.
O índice representa um aumento de 0,45 ponto percentual em relação ao levantamento de 2025, muito inferior aos 3,28 pontos registrados no ano anterior.
"É a menor taxa de evolução da doença nos últimos nove anos", afirmou o órgão de pesquisa do setor.
Em 2024, a incidência havia aumentado 6,27 pontos percentuais, para 44,35%.
O greening é transmitido principalmente pelo psilídeo-dos-citros, um inseto que adquire a bactéria ao se alimentar de uma planta infectada e depois a transmite para plantas sadias.
No Brasil, os volumes de safra de laranja têm sido impactados negativamente pelo greening, enquanto empresas do setor buscam projetos em áreas com menor incidência da doença, que não tem cura. Em 2024, foi relatado um grande investimento da Cutrale em Mato Grosso do Sul.
De acordo com o levantamento, a desaceleração da doença está associada à melhoria do controle do psilídeo em 2025, com 45% menos insetos capturados em relação a 2024, e às condições climáticas menos favoráveis à transmissão da bactéria do greening.
A estratégia de renovação do parque citrícola, com maior eliminação de plantas e pomares em regiões de maior incidência e aumento do plantio em áreas de menor risco, também contribuiu para esse cenário, disse o Fundecitrus.
No período 2025/26, 74% da área erradicada estava concentrada nas regiões mais afetadas pela doença, enquanto 45% do novo plantio ocorreu em regiões de menor risco, conforme o levantamento.
Ao todo, foram registrados 17.821 hectares de novos plantios e 12.504 hectares de erradicação no cinturão citrícola, afirmou o Fundecitrus.
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