Petróleo fecha com alta de mais de US$4 por barril com retomada de confrontos entre EUA e Irã
Os preços do petróleo subiram mais de US$ 4 nesta terça-feira, atingindo o maior patamar em cinco semanas, com o Brent a US$ 94,65 e o WTI a US$ 90,22. A disparada decorre da intensificação do conflito militar entre Estados Unidos e Irã, que incluiu novos ataques aéreos norte-americanos após investidas iranianas contra navios. O mercado agora teme interrupções prolongadas no fornecimento global de energia devido às ameaças e ao bloqueio à navegação no estratégico Estreito de Ormuz.
Os preços do petróleo subiram mais de US$ 4 por barril nesta terça-feira, fechando na maior cotação em cinco semanas, à medida que os operadores temiam novas interrupções no abastecimento do Oriente Médio devido à retomada dos confrontos entre os Estados Unidos e o Irã.
Os futuros do Brent subiram US$4,16, ou 4,6%, fechando a US$94,65 por barril. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos subiu US$4,46, ou 5,2%, fechando a US$90,22.
Esse foi o maior fechamento para o Brent desde 24 de julho e para o WTI desde 23 de julho.
Os EUA lançaram novos ataques aéreos contra alvos iranianos, frustrando as esperanças de que uma troca de ataques no último fim de semana não prenunciasse uma retomada mais ampla das hostilidades.
Os preços do petróleo já haviam subido após essa primeira troca de ataques diretos desde julho e após relatos de que dois petroleiros foram atingidos ao saírem do Estreito de Ormuz, a via navegável que garante o abastecimento global de petróleo e que o Irã fechou efetivamente à navegação.
Teerã se manteve desafiadora, alertando que impediria a exportação de petróleo do Golfo Pérsico, apesar da ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de atingir o Irã "com força" em resposta aos novos ataques iranianos, e de um aviso do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, de que Washington estava prestes a impor novas sanções.
"Hoje... as forças americanas começaram a atacar alvos da Guarda Revolucionária Islâmica no Irã", informou o Comando Central dos EUA no X. "Os ataques ocorrem após recentes tentativas de ataque pela Guarda Revolucionária Islâmica contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos destacados na região."
As novas hostilidades "geraram preocupações quanto a interrupções prolongadas no fluxo de energia pelo Estreito de Ormuz", afirmou o analista do Saxo Bank, Ole Hansen.
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