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FMI reduz previsão de crescimento para Oriente Médio por impacto da guerra sobre exportadores do Golfo

14 abr 2026 - 10h45
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A região do Oriente Médio e ‌do Norte da África devem registrar um crescimento acentuadamente mais lento este ano uma vez que os países exportadores de petróleo enfrentam as consequências da guerra no Irã, informou o Fundo Monetário Internacional nesta terça-feira.

A previsão de crescimento real do PIB da região foi reduzida para 1,1% ⁠no último relatório Perspectiva Econômica Mundial do FMI, 2,8 pontos percentuais abaixo ‌da projeção de janeiro.

O crescimento deve se recuperar para 4,8% em 2027. No entanto, o FMI afirmou que suas estimativas para 2027 presumem ‌que a produção e o transporte de ‌energia na região serão normalizados nos próximos meses. Ele observou ⁠que essa suposição pode precisar ser revisada se o conflito se prolongar.

Os ataques de Teerã aos vizinhos do Golfo Pérsico, em resposta aos ataques israelenses e norte-americanos iniciados no final de fevereiro, danificaram importantes instalações de energia e interromperam o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, que ‌normalmente movimenta cerca de 20% dos fluxos globais de petróleo e gás natural ‌liquefeito.

A guerra também criou ⁠pressões inflacionárias e ⁠afetou as perspectivas econômicas globais.

As negociações entre os EUA e o Irã para ⁠resolver o conflito foram falharam no ‌fim de semana e ‌as forças armadas dos EUA iniciaram um bloqueio dos portos do Irã, embora os esforços para manter o diálogo continuem.

ARÁBIA SAUDITA

O FMI disse que revisou para baixo as projeções do PIB dos países ⁠da região devido à diminuição da produção e das exportações. O grau de revisão dependeu dos "danos sofridos na infraestrutura de energia e transporte, bem como da dependência do Estreito de Ormuz e da disponibilidade de rotas alternativas de exportação", acrescentou.

A ‌expectativa é de que a Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo e maior economia do mundo árabe, tenha um crescimento de ⁠3,1% em 2026, 1,4 ponto percentual abaixo da estimativa de janeiro. No entanto, o país deve ser menos afetado pela guerra do que seus vizinhos do Golfo Pérsico.

A estimativa para a economia do Irã é de contração de 6,1% em seu ano fiscal, que começou em 21 de março, antes de se recuperar para um crescimento de 3,2% no ano seguinte. Antes da guerra, esperava-se um crescimento de 1,1% neste ano fiscal.

Barein, Iraque, Kuweit e Catar também devem ter retração de suas economias este ano, segundo o relatório do FMI, sem fornecer estimativas específicas. Uma perspectiva econômica regional do Oriente Médio separada e mais abrangente deverá ser publicada em 16 de abril.

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