FGTS: Marinho afirma que mudança no saque-aniversário 'está mais lenta do que gostaria'
Ministro afirma que governo não vai propor extinção de modalidade, mas disse que medida seria 'louvável'
BRASÍLIA - A proposta do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para mudar o saque-aniversário do FGTS, permitindo que trabalhadores acessem o saldo em caso de demissão, está em ritmo lento no governo, segundo admitiu o próprio ministro nesta segunda-feira, 9.
A ideia de Marinho era que a proposta fosse apresentada ao Congresso em agosto, mas o assunto ainda está em avaliação na Casa Civil. Como mostrou o Estadão, uma outra ala do governo está preocupada com os efeitos da mudança sobre o FGTS e uma eventual perda de capacidade de bancar investimentos, como o PAC.
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Porém, pela minuta elaborada pelo governo em agosto, a qual o Estadão teve acesso, os que optarem por acessar o saldo em caso de demissão terão que desistir da modalidade, ainda que arrumem outro emprego. Esse é um estímulo, portanto, para que a modalidade aos poucos seja enfraquecida.
"Não vamos falar de fim do saque-aniversário, a menos que o Parlamento assim o entenda, o que eu acho louvável para preservar na íntegra o fundo para o trabalhador e para o investimento", disse o ministro.