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Expansão de serviços do Brasil ganha força em abril apesar de pressão inflacionária por guerra, mostra PMI

6 mai 2026 - 10h05
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‌A expansão do setor de serviços no Brasil ganhou força em abril diante da retomada do crescimento das vendas, embora a guerra no Oriente Médio tenha impulsionado os custos de insumos, de ⁠acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de ‌Compras (PMI) divulgada nesta quarta-feira.

Compilado pela S&P Global, o PMI subiu a 52,3 em abril de ‌50,1 em março. Leituras acima ‌de 50 indicam expansão da atividade.

O ⁠aumento da produção decorreu de ganhos em novos negócios, que se recuperaram após uma queda em março apesar do aumento dos preços de venda.

A taxa de inflação dos preços cobrados foi a ‌mais forte em mais de um ano diante ‌do repasse aos ⁠clientes dos ⁠aumentos de custos.

Os preços dos insumos subiram em abril ⁠no ritmo mais ‌forte desde fevereiro de ‌2025, com as empresas consultadas indicando que a guerra no Oriente Médio levou os fornecedores a reajustarem para cima seus preços de ⁠tabela, destacadamente combustível, energia, transporte e diversos materiais.

O otimismo com um aumento dos níveis de atividade ao longo dos próximos 12 meses levou os fornecedores de ‌serviços a elevar o número de funcionários pelo terceiro mês seguido.

O nível geral de otimismo atingiu ⁠o maior patamar em 11 meses, com a confiança sustentada pela expectativa de uma recuperação contínua da demanda, por melhores condições econômicas e por uma dinâmica de mercado mais estável após as eleições presidenciais.

Com as expansões tanto do setor industrial quanto de serviços, o setor privado do Brasil voltou a crescer em abril, com o PMI Composto subindo a 52,4, de 49,9 em março, ritmo mais forte desde março de 2025.

(Edição de Isabel Versiani)

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