CVM condena Josué Gomes, da Coteminas, a multa de R$ 55 mil
Punição se deve à falta de envio das demonstrações financeiras do exercício social de 2023 do grupo; reportagem procurou ex-presidente da Fiesp, mas não conseguiu contato
RIO - Na primeira sessão de julgamento de 2026, o Colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou o ex-presidente da Fiesp Josué Gomes, na qualidade de diretor-presidente e diretor de relações com investidores da Coteminas, à multa de R$ 55 mil por não ter feito e enviado tempestivamente as demonstrações financeiras referentes ao exercício social de 2023.
Josué Gomes é filho do ex-vice-presidente da República José Alencar, fundador da Coteminas. Procurado para comentar o assunto por meio da Coteminas, ele não foi encontrado.
Como o Colegiado atualmente tem apenas dois integrantes — o presidente interino, João Accioly, e a diretora Marina Copola —, o superintendente de Relações Institucionais, Thiago Paiva Chaves, atuou como diretor substituto.
Gomes poderá apresentar recurso com efeito suspensivo ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional. Outros dois acusados — Barbara Gomes da Silva e João Batista da Cunha Bonfim, na qualidade de diretores da Coteminas — foram absolvidos.
Neste mês, a Justiça de Minas Gerais homologou o plano de reestruturação de dívidas do Grupo Coteminas, após dois anos da entrada do pedido de recuperação judicial. A empresa é fabricante de produtos têxteis para cama, mesa e banho e dona das marcas Artex, MMartan, Santista e Casa Moysés.
As dívidas do grupo chegam a R$ 2 bilhões. Nove empresas foram incluídas no pedido, entre elas as empresas do setor têxtil, além de uma fazenda e uma empresa do setor imobiliário.
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