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Executivos do setor petrolífero correm para concluir migração de contratos na Venezuela, dizem fontes

23 jul 2026 - 16h31
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O Ministério do ‌Petróleo da Venezuela informou aos parceiros da empresa estatal de energia PDVSA que manterá o prazo de 28 de julho que havia estabelecido para a migração dos contratos de petróleo e gás para um novo marco jurídico aprovado em janeiro, o que está pressionando os executivos a concluir a negociação dos termos, segundo quatro fontes próximas às ⁠negociações.

No final de janeiro, a Assembleia Nacional da Venezuela aprovou uma ampla reforma da ‌lei de hidrocarbonetos, espinha dorsal do setor energético do país, concedendo autonomia às empresas para operar projetos de petróleo e gás e introduzindo um novo modelo tributário. O ‌Ministério do Petróleo concedeu um prazo de até ‌seis meses para que todos os contratos existentes fossem adaptados ao novo marco.

A ⁠migração envolve cerca de duas dúzias de empresas estrangeiras e locais, incluindo a petrolífera norte-americana Chevron , a espanhola Repsol e a italiana Eni , a maioria das quais possui mais de um projeto em parceria ou sob contrato com a PDVSA.

As negociações se aceleraram nos últimos dias com a chegada de executivos estrangeiros a Caracas para negociar a longa ‌lista de documentos necessários para a assinatura, após os dois terremotos do mês passado que ‌causaram atrasos e deixaram o ⁠principal aeroporto do ⁠país fora de serviço, disseram as fontes.

A maioria das reuniões para as negociações contratuais está ocorrendo em ⁠hotéis em Caracas, já que a PDVSA ‌ainda não instruiu seus funcionários ‌a retomarem o trabalho na sede, que sofreu danos com os terremotos, acrescentaram as fontes.

O Ministério do Petróleo, a PDVSA, a Chevron, a Repsol e a Eni não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

CAMADAS DE COMPLEXIDADE

Uma alíquota ponderada de royalties ⁠proveniente de um imposto sobre hidrocarbonetos recém-introduzido tornou-se o elemento mais importante dos contratos principais em negociação, com estimativas oficiais que não correspondem aos cálculos de algumas das empresas, disseram as fontes.

A maioria das empresas já entregou todos os documentos inicialmente exigidos, mas não está claro se alguns contratos ‌e joint ventures serão, no fim das contas, revogados. O ministério pode permitir que as empresas apresentem alguns anexos ao contrato principal em uma data posterior, incluindo ⁠planos recentemente solicitados para que cada projeto de energia gere sua própria eletricidade, segundo as fontes.

Alguns dos maiores parceiros da PDVSA que estão negociando expansões de projetos, incluindo a Chevron, mostraram avanços nos últimos meses ao obterem a aprovação de licenças essenciais pelo ministério, de acordo com documentos publicados no Diário Oficial.

As empresas que estão entrando na Venezuela pela primeira vez — principalmente exploradoras estrangeiras e empresas pouco conhecidas — não têm um prazo específico para negociar e chegar a um acordo sobre os termos contratuais após os acordos preliminares assinados desde o início deste ano, acrescentaram as fontes.

Entre essas empresas estão unidades da norte-americana Crossover Energy e da Hunt Oil, entre muitas outras. Os acordos preliminares não são vinculativos.

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