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FMI valoriza 'resiliência' do Brasil na crise global

Diretores defendem esforço fiscal mais ambicioso para garantir continuada redução da dívida pública e espaço para investimentos prioritários

23 jul 2026 - 16h02
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Depois de ter enfrentado vários choques com "notável resiliência", a economia brasileira deve crescer 2,4% em 2026 e avançar com regularidade nos próximos anos, segundo novo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com as projeções, o Produto Interno Bruto (PIB) deve aumentar 2,2% em 2027, 2,4% em 2028 e cerca de 2,5% nos anos seguintes até 2031. Podendo atingir um pico de 5,6% neste ano, a inflação deverá em seguida recuar para 3,2% em 2027 e manter-se em torno de 3,1% a partir de 2028.

A redução dos juros, segundo os analistas do FMI, tem sido compatível com a meta de inflação, mas será conveniente "manter flexibilidade nos próximos passos", por causa da grande incerteza global e das pressões associadas aos preços da energia. Essa cautela é compatível com aquela exibida pelo Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, em seus cenários prospectivos.

A Junta Executiva do FMI, informa o comunicado, saudou a "continuada resiliência econômica", num quadro externo "desafiante", e destacou a redução da pobreza e da desigualdade no País. Os diretores, acrescenta a nota, "encorajaram as autoridades a fortalecer a sustentabilidade das contas públicas, a garantir a convergência da inflação para a meta e a continuar reformas estruturais para impulsionar o crescimento inclusivo".

Citando "persistentes pressões fiscais" e elevados custos de juros, os diretores defenderam um esforço fiscal mais ambicioso para garantir uma continuada redução da dívida pública e garantir espaço para investimentos prioritários. O esforço fiscal, acentuaram, deve incluir um combate à rigidez das contas do governo e a busca de maior eficiência nas despesas.

Também elogiaram a cautela do Banco Central ao reduzir o aperto monetário mais lentamente do que se previa antes da guerra no Oriente Médio. A política monetária, acrescentaram, deveria permanecer flexível, de acordo com a evolução dos dados diante da elevada incerteza global.

O relatório foi produzido com base nas informações e avaliações de uma visita regular de técnicos do fundo ao Brasil.

Estadão
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