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EUA: secretário do Tesouro diz que cabe à China diminuir tensões: 'Nível de tarifas é insustentável'

Scott Bessent afirmou que negociações com países asiáticos 'estão indo bem', incluindo com Japão e Coreia do Sul; segundo ele, países apresentaram boas propostas

28 abr 2025 - 07h41
(atualizado às 11h15)
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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que cabe à China diminuir tensões comerciais com os EUA, frente ao atual nível "insustentável" das tarifas entre ambos. Em entrevista à CNBC, Bessent evitou comentar diretamente se o presidente americano, Donald Trump, já telefonou para o presidente chinês, Xi Jinping, mas disse que os governos estão em contato "em todos os aspectos".

Ele afirmou que ficou surpreso com a reação de investidores aos sus comentários durante uma reunião a portas fechadas do JPMorgan, que aconteceu na semana passada. "Não há nada que eu tenha dito na reunião que eu não tenha dito antes para a imprensa", disse, reiterando que espera uma desescalada na situação comercial.

Bessent destacou como positiva a isenção da China sobre determinados bens americanos, em um processo "silencioso" que foi revelado pelo Wall Street Journal durante o fim de semana. "Mostra que eles têm a intenção de reduzir tensões", pontuou.

Bessent, contudo, ressaltou que não vê a China como um parceiro comercial confiável, o que, na visão dele, reflete a escolha de empresas americanas como a Apple de retirar a produção do país. "A China nos deu uma lista dos bens que são essenciais para eles para negociarmos. Mas também temos uma lista do que fazer para escalar (as tensões comerciais), que espero não ter que usar", alertou.

Negociações

O secretário afirmou que as negociações com países asiáticos "estão indo bem", incluindo com Japão e Coreia do Sul. Segundo ele, vários países apresentaram boas propostas.

Ele reconheceu que há um template padrão americano para conduzir as negociações e fechar os acordos comerciais, exceto com a China, que é "mais complicada" e precisa "ser conduzida à parte". "Não vamos compartilhar nosso modelo", afirmou, acrescentando que pretende alcançar "os melhores acordos para a população americana".

Bessent expressou otimismo particularmente sobre as negociações com a Índia, afirmando que deve ser um dos primeiros países a assinar um acordo. Ele ressaltou a importância da participação do presidente americano Donald Trump, alegando que cabe a ele a palavra final sobre os acordos comerciais com outros países. "Estamos comprometidos em tornar EUA o melhor lugar do mundo para entrada de capital e desregular a maior economia do planeta", prometeu.

Estadão
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