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EUA: rede elétrica inteligente custará bilhões, mas poupará trilhões

25 mai 2011 - 10h40
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A modernização planejada para a rede nacional de energia dos Estados Unidos pode custar até US$ 476 bilhões em 20 anos, mas oferecerá US$ 2 trilhões em benefícios aos consumidores ao longo do período, de acordo com especialistas setoriais.

A rede elétrica dita "inteligente" economizará energia, reduzirá custos e propiciará maior confiabilidade ao distribuir eletricidade dos fornecedores aos consumidores com ajuda de comunicação de dados bidirecional que permitirá o controle de eletrodomésticos, o carregamento de veículos elétricos e o uso de fluxos de energia de fontes renováveis nos lares dos usuários.

"A implementação da rede inteligente é um processo contínuo. À medida que novas tecnologias sejam desenvolvidas e ganhem em custo/benefício, poderão ser usadas para encontrar a forma mais efetiva de equiparar oferta e procura", disse Matt Wakefield, gerente do programa de redes elétricas inteligentes do Electric Power Research Institute (EPRI), em entrevista coletiva.

Para tornar o sistema elétrico do futuro uma realidade, o EPRI, uma organização sem fins lucrativos para a pesquisa e desenvolvimento de tecnologia elétrica, afirmou que as empresas de energia precisam investir entre US$ 17 bilhões e US$ 24 bilhões ao ano ao longo das duas próximas décadas. Boa parte desse custo será repassado ao consumidor.

"Precisamos informar aos usuários de energia que o sistema elétrico será melhorado e resultará em custos menores, mesmo que não encontrem queda imediata em suas contas de luz", disse Clark Gellings, pesquisador do EPRI.

Por volta de 2050, o EPRI estimou que a conta de luz média provavelmente subirá 50%, caso a rede inteligente seja adotada. Em caso contrário, a conta média pode subir em quase 400%. Algumas das maiores empresas mundiais de tecnologia estão concorrendo para fornecer infraestrutura às redes elétricas inteligentes, entre as quais IBM, General Electric, ABB, Siemens, Google, Toshiba, Cisco e Microsoft.

Na semana passada, a multinacional japonesa Toshiba fechou acordo para adquirir o grupo suíço de redes elétricas inteligentes Landis+Gyr por US$ 2,3 bilhões. Além das próprias gigantes da tecnologia, todos os tipos de empresas nas indústrias de energia, eletrodomésticos e automotiva poderão usar a rede inteligente para interagir com os consumidores.

A rede de distribuição dos Estados Unidos não foi projetada para atender às necessidades de um mercado elétrico reestruturado, demandas cada vez maiores de uma sociedade digital ou para o uso crescente de produção de energia renovável.

A rede elétrica americana atualmente consiste basicamente por grandes usinas geradoras de energia térmica a carvão e a gás e nuclear conectadas a redes locais de distribuição de alta voltagem.

Os EUA conseguem cerca de 46% de sua energia do carvão, 21% de gás natural e 20% de usinas nucleares. Usinas de geração renovável como eólicas e solares geram menos de 5% do total, segundo dados do governo federal.

Fonte: Invertia Invertia
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