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Estúdios e obra de arte urbana estão acoplados a residenciais de luxo em SP

Nos bairros de Itaim, Pinheiros ou Higienópolis, preço sai a partir de R$ 30 mil por metro quadrado para imóveis de alto padrão dos projetos premiados pelo 'Master Imobiliário'

1 out 2025 - 03h14
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Construídos em áreas nobres de São Paulo, os três residenciais de luxo premiados com o Master Imobiliário apresentam características diferentes. A Think Construtora e a One Innovation acoplaram estúdios, de 17 a 26 m², à torre de apartamentos bem maiores, de 230 a 500 m². A Construtora Adolpho Lindenberg (CAL) entregou uma praça ao público com uma escultura.

Criação da artista Rizza Bonfim, um cubo de aço brilhante de 5 metros de altura, com vértice fincado no jardim, "engrandece muito o projeto", diz o presidente da CAL, Adolpho Lindenberg Filho. No terreno de 5.300 m², as duas torres do Praça Lindenberg Itaim estão voltadas para a praça de 686 m². A escultura espelha fachadas, pessoas e o céu.

O cubo é uma forma primordial, segundo a artista, sua geometria se dissolve no espelho, eliminando "o limite entre obra e espaço". Em terreno do condomínio no Itaim, zona sul de São Paulo, a praça pública é uma gentileza urbana.

Arte e arquitetura modernizam o portfólio da Adolpho Lindenberg, mostrando nova face da construtora de 71 anos, tão conhecida por seus projetos neoclássicos. O Praça Itaim "tem inspiração em Nova York", afirma Lindenberg. "É um projeto clássico com releitura contemporânea."

Desenvolvido em parceria com a 7 Bridges, o empreendimento tem 176 unidades com áreas entre 135 m² e 358 m². O valor geral de vendas (VGV) chega perto de R$ 1 bilhão.

A Nova Faria Lima é joia do mercado com imóveis de altíssimo valor. Lá, não existem terrenos. "Foram oito anos para conseguir montar uma área de 5.300 m²", atesta ele. "Compramos 43 casas."

Edifícios recentes da Nova Faria Lima correm na faixa de R$ 35 mil a R$ 50 mil por m². O Praça Itaim alcançou R$ 44 mil/m², com as coberturas vendidas por R$ 15 milhões. Hoje, as unidades menores, de 135 m², saem por R$ 35 mil/m².

A comissão de jurados do Master destacou a "solução atípica" de abrir uma praça ao público do entorno e também elogiou os elementos pré-moldados das fachadas das torres.

O projeto do arquiteto Pablo Slemenson traz grandes painéis verticais, incorporando brownstones dos prédios de NY. "Parecem tijolinhos, mas é tudo pré-moldado", explica Lindenberg, valorizando a tecnologia de construção com uso de painéis na fachada, transportados já prontos para o canteiro de obras. Cada peça, com altura de dois andares, pesa entre 2,5 e 4 toneladas.

A fachada do Edge Pinheiros, com arquitetura da MCAA, também chama atenção. "As vigas de concreto são o grande diferencial", argumenta Paulo Petrin, vice-presidente da One Innovation.

A curva das vigas reveste a fachada, e a torre tem planta quadrada. Segundo ele, "é o melhor dos mundos" combinar linhas retas e curvas.

Localizada em terreno de 2.700 m², numa esquina de Pinheiros, a torre tem 48 unidades, com 230 m² e duas coberturas de 430 m². Petrin enquadra o seu produto: "É o alto padrão de luxo. Não é altíssimo padrão, porque teriam de ser unidades tipo com 500 m²".

Existem três unidades à venda, a R$ 30 mil/m², com tíquete final de R$ 6,7 milhões. Em 2021, o preço de lançamento era de R$ 22 mil/m², valor da venda das duas coberturas. Hoje, ele calcula que o preço delas subiu para R$ 40 mil/m².

"A arquitetura com elementos curvos em destaque na fachada garante a identidade visual do empreendimento", diz o voto do júri do Master, que exalta "a ousadia" estética. "Suas linhas se sobressaem e fazem do empreendimento uma referência no mercado."

Ao lado do Edge Pinheiros, que tem entrada pela Rua Artur Azevedo, foi implantado outro edifício, o Nex, com 222 estúdios. "A esquina separou bem as duas torres", enfatiza Petrin, referindo-se às duas portarias independentes.

A Rua Antônio Bicudo dá acesso aos estúdios, de 22 a 30 m². "Conversam bem com o público jovem de Pinheiros, procurando seu lugar, perto do metrô e da Faria Lima", diz. Todas as unidades, segundo ele, já foram vendidas, com preço médio de R$ 17 mil/m²."

A torre Nex One faz parte do projeto do Edge por causa da legislação, "que obrigava a produzir estúdio para poder gerar vaga para as unidades maiores", esclarece Petrin.

Marcelo Nudelman, fundador da Think, incluiu estúdios no Casa Higienópolis para garantir maior número de vagas às residências de luxo.

Com 11 apartamentos, de 276 m², garden e cobertura duplex, de 507 m², o Casa Higienópolis representa "um marco no mercado de luxo em um dos bairros mais tradicionais de São Paulo", de acordo com as justificativas da comissão de jurados do Master.

Nas unidades tipo o m² sai por R$ 35 mil. Os apartamentos mais altos são mais caros, chegando a R$ 10,8 milhões. "A cobertura foi vendida por R$ 20 milhões", declara.

Os 13 apartamentos começam a partir do terceiro pavimento. Em frente a uma zona estritamente residencial, composta por casas de alto padrão no vale do Pacaembu, todos tem uma visão panorâmica. "A vista foi um grande atrativo", garante Nudelman.

Na base desse mesmo edifício, estão 34 estúdios, de 17 m², ocupando os dois primeiros andares. O terreno é de esquina e tem duas portarias independentes. Pela Rua Ceará, tem-se acesso aos estúdios. E na Rua Pará fica o hall de entrada para os apartamentos de luxo.

Segundo Nudelman, ainda existem estúdios disponíveis para venda, com preço de R$ 25 mil/m².

Estadão
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