Escassez de chips na Stellantis interrompe produção da Fiat na Itália e pode se estender até dezembro
A escassez de chips para unidades de controle do motor paralisou a produção da Fiat na Itália e pode se estender até dezembro. A crise afeta a fabricação de modelos como o Pandina e o Fiat 500, além de comprometer plantas em Pomigliano, Mirafiori e Termoli. O desabastecimento já prejudicou as vendas de outubro e agrava o cenário em fábricas que já enfrentavam baixa demanda. A Stellantis busca soluções alternativas com fornecedores para tentar normalizar as operações.
A montadora Stellantis informou nesta segunda-feira que a escassez de um componente eletrônico utilizado na unidade de controle do motor estava causando uma interrupção "significativa" na produção de alguns modelos da Fiat na Itália, e que essa situação poderia se estender por novembro e dezembro.
A escassez de um chip de um fornecedor afetou as vendas de outubro, especialmente do carro compacto Fiat Pandina, um dos modelos mais vendidos da marca, informou a Stellantis.
"A Stellantis e a Fiat estão trabalhando com a máxima prioridade para identificar soluções alternativas e restaurar gradualmente as operações normais", afirmou o grupo.
A escassez pode levar a novos problemas, incluindo paradas de produção, em novembro e dezembro na fábrica de Pomigliano, onde o Pandina é fabricado, e em Mirafiori, onde o Fiat 500 é produzido.
A interrupção também pode afetar as fábricas da Stellantis na Itália que fabricam componentes de motor, incluindo Termoli, onde é montado o motor N3 GSE, utilizado tanto no Pandina quanto no 500.
Mirafiori está passando atualmente por uma paralisação de produção de três semanas, que começou em meados de outubro devido a uma escassez de componentes diferente, com os sindicatos apontando a fraca demanda pelo Fiat 500 como um dos fatores por trás da paralisação.
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