Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Escalada entre EUA e Irã pode ameaçar superávit no mercado de petróleo em 2027, diz AIE

10 jul 2026 - 07h48
Compartilhar
Exibir comentários

Uma escalada das hostilidades entre ‌EUA e Irã pode comprometer a previsão da Agência Internacional de Energia de um superávit significativo no mercado de petróleo no próximo ano, informou a agência nesta sexta-feira, no momento em que a oferta global aumentou em junho, quando o Estreito de Ormuz foi reaberto, mas ainda ficou ⁠aquém dos níveis pré-guerra.

Os mercados globais de petróleo tiveram um certo alívio ‌no mês passado, quando um acordo de paz entre os EUA e o Irã facilitou a reabertura do estreito, onde houve interrupção do ‌fluxo de até 14 milhões de barris ‌por dia de petróleo bruto durante o auge da maior crise ⁠de abastecimento de petróleo da história.

A AIE informou que a oferta global de petróleo aumentou 4,1 milhões de bpd em junho, mas permaneceu 9,4 milhões de bpd abaixo dos níveis pré-guerra.

A agência prevê que a oferta aumentará em 7,5 milhões de bpd no próximo ano, após uma contração ‌de 3,7 milhões de bpd neste ano, mas isso depende da melhoria dos ‌trânsitos pelo Estreito de ⁠Ormuz.

"Uma escalada das ⁠hostilidades nos dias 7 e 8 de julho, no entanto, obscurece as perspectivas e ⁠poderia comprometer a previsão de que ‌o mercado passe a ‌apresentar um superávit no próximo ano", afirmou a agência, acrescentando que um acordo de paz duradouro é "indispensável" para que os mercados de petróleo se normalizem.

As previsões da AIE para 2027 indicam que a oferta ⁠superará a demanda em 4,62 milhões de bpd no próximo ano, em comparação com um déficit de 860 mil bpd neste ano, desde que os produtores consigam retomar a produção nos campos e as refinarias possam retomar os embarques normais de ‌produtos.

A agência sediada em Paris, que assessora nações industrializadas, prevê que a demanda global por petróleo caia em 1 milhão de bpd este ano, ⁠antes de se recuperar e aumentar 2 milhões de bpd em 2027.

No curto prazo, a agência prevê que a alta temporada de demanda por combustível no verão, aliada aos preços mais baixos, elevará o consumo em cerca de 8 milhões de bpd em comparação com o ponto mais baixo registrado em maio, no auge da crise.

"Os preços do petróleo muito mais baixos também estão incentivando o crescimento no uso do petróleo, assim como as perspectivas econômicas mais otimistas", afirmou a agência.

Os futuros do petróleo Brent eram negociados em leve baixa nesta sexta-feira, a US$75,85 às 6h34 (horário de Brasília). A OPEP divulgará seu próprio relatório mensal sobre o mercado de petróleo em 13 de julho.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra