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Empresário Seripieri Filho, fundador da Qualicorp, compra Amil por R$ 11 bilhões

Operadora é a quarta maior do País e tem 5,4 milhões de beneficiários; Seripieri que venceu negócio disputado por outros bilionários e fundos, retorna à área da saúde, na qual construiu fortuna

22 dez 2023 - 19h54
(atualizado às 20h56)
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O empresário José Seripieri Filho, o Junior, que fundou a Qualicorp e a Qsaúde, comprou a Amil do United Health Group (UHG) por R$ 11 bilhões, segundo apurou o Estadão/Broadcast. O negócio vinha sendo disputado pelo empresário Nelson Tanure, da operadora Alliança, e o fundo de private equity norte-americano Bain Capital, que foi acionista relevante da NotreDame Intermédica no País.

A Amil é a quarta maior operadora do País, atrás de NotreDame Intermédica, Hapvida e Bradesco Saúde, com 6% de participação de mercado, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Ela tem cerca de 5,4 milhões de beneficiários de planos de saúde e dentários, 31 hospitais e 28 clínicas médicas.

Junior pagará R$ 2 bilhões ao UHG e assumirá passivos de cerca de R$ 9 bilhões, que envolvem dívidas tributárias e de outras contingências médicas. O valor total, porém, pode ser maior por causa de eventuais contenciosos. Essa foi a estratégia da oferta de Junior, que assume o negócio de "porteira fechada", mesmo com o risco de enfrentar eventuais gastos maiores no futuro.

Por outro lado, esse também teria sido o motivo pelo qual os americanos da Bain saíram da jogada. Caso ficassem, as negociações se estenderiam para o próximo ano, algo que o UHT queria evitar.

A operação brasileira, pela qual a empresa pagou quase R$ 10 bilhões há dez anos, é pequena para o tamanho da gigante norte-americana - e tem perdas principalmente com os planos de saúde individuais. Tanure também teria pedido proteção contra outros contenciosos em sua oferta.

Com o negócio, Junior volta ao setor de saúde, no qual fez fortuna. Conhecido por ter erguido a Qualicorp, que virou uma gigante dos planos de saúde de entidades de classe, ele terá o desafio de arrumar as contas de uma empresa que tem geração de caixa negativa, na casa de R$ 2 bilhões.

No ano passado, a Amil faturou pouco mais de R$ 26 bilhões e teve prejuízo de R$ 1,7 bilhão. Procurada, a Amil respondeu que "o UnitedHealth Group Brasil não comenta especulações de mercado".

Estadão
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