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Fim da 6x1: Entidades da indústria vão pedir a Alcolumbre que PEC seja debatida só após a eleição

Entre os argumentos da CNI, da Fiesp e da Abimaq, em reunião, nesta terça-feira, 26, está o de que o Brasil não deve reduzir a jornada enquanto não houver um aumento de produtividade

26 mai 2026 - 14h42
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BRASÍLIA - Representantes de entidades empresariais vão se reunir na tarde desta terça-feira, 26, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pressionar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada 6x1 e reduz a jornada de trabalho. Participarão integrantes de entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Um dos pedidos que serão levados é de que o projeto seja debatido pelo Senado só depois das eleições de outubro, com o argumento de que uma apreciação neste momento seria influenciada por fatores eleitorais. Entre os argumentos estão o de que o Brasil não deve reduzir a jornada enquanto não houver um aumento de produtividade e que uma mudança causaria o aumento da inflação, prejudicando a contratação da mão de obra.

Alcolumbre recebe representantes das entidades na tarde desta terça-feira, 26
Alcolumbre recebe representantes das entidades na tarde desta terça-feira, 26
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado / Estadão

Segundo pessoas ligadas às entidades, ouvidas pelo Estadão/Broadcast Político, caso esse pedido não seja aceito, as associações vão propor alterações ao texto, como, por exemplo, um prazo de transição de 10 anos.

No relatório do deputado Léo Prates, apresentado na segunda-feira, 25, na Câmara dos Deputados, essa transição seria de 14 meses. Além disso, a ideia das entidades também é propor efeitos mitigatórios aos setores produtivos, como a não cobrança de parte dos encargos trabalhistas.

A PEC deve ser votado na Câmara nesta semana. Depois, precisará do aval do Senado. O texto foi objeto de um acordo feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos).

É um meio-termo entre as regras atuais e o conteúdo original das duas PECs que tramitam na Câmara, de autoria dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP). Estabelece, por exemplo, carga semanal máxima de 40 horas e veda redução salarial.

Estadão
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