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Empresa brasileira desenvolverá hidrelétrica na Nicarágua

2 jul 2009 - 19h17
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A empresa Central Hidrelétrica Centroamérica (CHC), afiliada do grupo brasileiro Queiroz Galvão, começará no primeiro trimestre de 2010 a construir um projeto hidrelétrico que gerará 200 megawatts de energia até 2013 na Nicarágua, informaram nesta quinta-feira fontes empresariais.

O presidente da CHC, Marcelo Conde, informou nesta quinta-feira em entrevista que na obra hidrelétrica, localizada em Apawás, na região nicaraguense do Caribe Norte, serão investidos cerca de US$ 600 milhões.

Conde destacou que a Assembleia Nacional da Nicarágua - Parlamento do país, que é unicameral - aprovou na última quarta uma lei especial, enviada pelo Ministério das Minas e Energia local, para o desenvolvimento do projeto conhecido como Tumarín, por 87 votos a favor, nenhum contra e sem abstenções.

O executivo da CHC explicou que o projeto foi elaborado com base em acordos assinados em 2007 pelos governos do Brasil e da Nicarágua. "Com o respaldo que tivemos da Assembleia Nacional e do governo da Nicarágua teremos um impacto positivo para obter o financiamento para concretizar o desenvolvimento do projeto (Tumarín)", disse, por sua vez, o diretor para a América Central e o Caribe da CHC, Rogério Zanforlin.

A CHC é uma empresa criada pelo grupo brasileiro Queiroz Galvão e da qual por lei faz parte a Empresa Nacional de Transmissão de Eletricidade (Enatrel) da Nicarágua, para desenvolver o projeto Tumarín, disse Conde.

Está previsto que serão sócios da CHC a Eletrobrás, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Mundial (BM) e o Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE).

Conde disse que também por lei, após uma concessão de 30 anos, a empresa mista CHC-Enatrel será transferida ao Estado nicaraguense, com base em um modelo de desenvolvimento brasileiro.

Para o desenvolvimento da obra será necessário deslocar de Apawás cerca de 1.500 pessoas que serão levadas a outras terras fronteiriças para a construção de um reservatório de cerca de 55 km quadrados, como parte da obra hidrelétrica.

Zanforlin, por sua vez, disse que a obra trará uma série de benefícios a esta "região esquecida" do território nicaraguense, com a construção de uma estrada de 48 km que unirá Tumarín a San Pedro del Norte, "eletrificação" da região e a regulação do Rio Grande de Matagalpa, que é muito "violento".

Além disso, o projeto gerará cerca de três mil empregos diretos, economizará US$ 80 milhões em importações de petróleo e responderá por 23% da geração de energia hidrelétrica na Nicarágua.

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Fonte: Invertia Invertia
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