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Embraer vê cautela em opções de compra de aeronaves com guerra no Irã

6 jun 2026 - 17h17
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Algumas companhias ‌aéreas estão adiando decisões sobre o exercício de opções de compra de aeronaves em meio às incertezas relacionadas à guerra no Irã, que elevou os preços do combustível de aviação, disse à Reuters o presidente-executivo da Embraer , Francisco Gomes Neto, neste sábado.

Embora a fabricante ⁠brasileira de aviões não tenha recebido pedidos para adiar as entregas, ‌nem observado uma desaceleração nas campanhas de vendas ativas, Gomes Neto afirmou que começa a surgir cautela em relação aos compromissos ‌incrementais.

"Algumas empresas que poderiam estar exercitando as ‌opções de venda que foram firmadas anteriormente (estão) deixando isso ⁠um pouco mais para frente, para entender melhor como é que vai ficar essa situação", disse ele, ao participar da cúpula anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo, no Rio de Janeiro.

A carteira de pedidos comerciais da Embraer cobre quase cinco anos de entregas, ‌e a empresa continua a realizar várias campanhas de vendas para sua ‌família E2, esperando fechar ⁠alguns acordos ⁠durante o Farnborough Airshow, no Reino Unido, no próximo mês.

A Embraer tem como ⁠objetivo aproveitar os negócios recentes, ‌incluindo acordos com a Finnair para ‌18 aeronaves e com a arrendadora Azorra para 15, após um ano sólido em 2025. A empresa acredita que a eficiência de combustível do E2 pode aumentar a demanda pela família.

"Várias ⁠campanhas estão em andamento", disse Gomes Neto, acrescentando que o momento dos possíveis negócios depende em grande parte dos clientes. "Não sei se (2026) vai ser tão bom como o ano passado. Mas a gente está animado, sim, acho que ‌vai ser um bom ano para a aviação comercial também."

A Embraer continua a visar um aumento na produção, com uma ambição interna ⁠de entregar entre 95 e 100 aeronaves comerciais em 2027. A perspectiva para este ano é de entregar 80 a 85 aviões.

Gomes Neto enfatizou que a meta depende mais da suavização das cadeias de suprimentos do que da resolução de tensões geopolíticas, como a guerra no Irã.

Mas os gargalos que afetaram o setor desde a pandemia estão melhorando gradualmente, disse ele.

A Embraer também pretende melhorar as margens em sua unidade de aviação comercial. Gomes Neto disse que a empresa renegociou alguns contratos mais antigos, que apresentavam menor lucratividade, e espera que uma demanda mais forte por novos negócios sustente melhores preços.

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