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Embraer anuncia contrato para vender sexto KC-390 para Portugal, em meio à greve de trabalhadores

Acordo prevê também dez novas opções de compra; metalúrgicos aprovaram paralisação por tempo indeterminado na manhã desta quarta-feira, 17

17 set 2025 - 14h36
(atualizado às 14h40)
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No dia em que seus trabalhadores entraram em greve, a Embraer anunciou que assinou contrato com o governo de Portugal para a venda de mais um avião cargueiro KC-390 Millenium — a maior aeronave já desenvolvida pela fabricante brasileira. O contrato inclui também dez novas opções de compra por países parceiros de Portugal. Nesse caso, a negociação é feita diretamente entre o governo português e o parceiro, num modelo de transação já realizado, por exemplo, entre Holanda e Áustria.

Portugal foi um dos países que ajudou no desenvolvimento do KC e o primeiro país — fora o Brasil — a comprar a aeronave, em 2019. Desde então, a Embraer fechou contrato para vender o KC para outras nove Forças Aéreas, sendo sete de países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Portugal já havia comprado cinco cargueiros da Embraer e, em junho, anunciou que havia decidido aumentar a frota. A assinatura do contrato, porém, só ocorreu nesta quarta-feira, 17, segundo a empresa.

Anunciado em 2009, o programa do C-390 custou US$ 4,5 bilhões (aproximadamente R$ 24 bilhões) e foi desenvolvido em parceria com a Força Aérea Brasileira. Apesar de impressionar pela qualidade técnica, o avião — que é chamado de KC-390 quando tem a opção de abastecimento em pleno voo — começou a deslanchar no mercado somente a partir 2023.

Até 2022, a Embraer havia fechado contrato apenas com Portugal (em 2019), Hungria (2020) e Holanda (2022). Em compensação, em 2023, acertou com Áustria, República Tcheca e Coreia do Sul. No ano passado, também vendeu a aeronave para a Eslováquia e, neste ano, a Lituânia anunciou que também optou pelo avião.

A grande expectativa agora é com uma possível compra por parte do governo indiano. A Embraer está competindo para vender de 40 a 80 aviões para o país e, em junho, chegou a abrir um escritório na Índia que deve empregar até cem funcionários. Para vender aviões de defesa ao país, a companhia precisa produzir parte das aeronaves lá.

A empresa brasileira também negocia com a Arábia Saudita, onde uma frota de 60 aeronaves precisa ser aposentada (23 delas com perfil para serem substituídas pelo C-390). Para vender ao país, a Embraer também poderá ter de estabelecer lá uma linha de montagem final do avião ou transferir atividades de manutenção, treinamento e fabricação de peças.

Trabalhadores em greve

Os funcionários da Embraer aprovaram a greve em uma assembleia na manhã desta quarta-feira. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, 3 mil trabalhadores participaram da reunião. O presidente da entidade, Weller Gonçalves, disse que cerca de 5% dos funcionários estão trabalhando.

A companhia, no entanto, emitiu uma nota em que afirmou que suas fábricas operam normalmente em todo o Brasil. Disse ainda que "estranhou a ação" do sindicato na manhã desta quarta em uma das fábricas, que visou "cercear o direito constitucional de ir e vir, tendo em vista que as negociações da data-base estão em andamento".

Os trabalhadores pedem reajuste salarial de 11%, vale-alimentação de R$ 1 mil e manutenção até a aposentadoria da estabilidade de emprego para trabalhadores acidentados e portadores de doenças ocupacionais. A Fiesp, que representa o grupo patronal do setor aeronáutico nas negociações, ofereceu um reajuste de 5,5% nos salários e um aumento de 12,5% no vale-alimentação para trabalhadores que recebem até R$ 11 mil.

Estadão
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