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Edge, da Cosan, inicia oferta de gás "off grid" e busca novos contratos

11 fev 2026 - 09h15
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A Edge deu início a seu primeiro ‌fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) para um cliente fora da malha de gasodutos, uma modalidade de negócios que a empresa da Cosan está buscando desenvolver e pode fechar novos contratos em breve, disse à Reuters o CEO, Demétrio Magalhães.

O primeiro contrato de oferta de gás "off grid" da Edge é para uma fábrica da LD Celulose, joint venture entre a ⁠austríaca Lenzing e a brasileira Dexco, que substituirá por GNL o óleo combustível usado no ‌forno de cal de sua unidade de Indianópolis (MG), capturando benefícios tanto ambientais quanto financeiros, disseram as empresas.

O acordo, com prazo de oito anos, prevê o fornecimento de 100 mil ‌metros cúbicos (m³) por dia do insumo energético, que será ‌transportado por caminhões criogênicos do Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), infraestrutura própria ⁠da Edge na Baixada Santista, até a fábrica mineira.

Segundo Magalhães, a infraestrutura montada para a LD Celulose já permite um aumento futuro dos volumes entregues, sem a necessidade de novos investimentos.

O TRSP, que recebeu mais de R$1 bilhão de investimentos do grupo, também tem uma capacidade para acomodar novos contratos de fornecimento do tipo, somando até 400 mil m³ por ‌dia, acrescentou.

  "Nosso objetivo é ampliar, então já temos outros clientes com conversas bem avançadas", afirmou ‌o CEO da Edge, destacando ⁠que a empresa busca ⁠negócios tanto no mercado industrial quanto no de mobilidade, especificamente para frota de caminhões.

A oferta de gás "off-grid" ⁠é uma aposta da Edge e de outras ‌empresas do setor, como a ‌Eneva, para tentar desenvolver o mercado brasileiro de gás, criando nova demanda em regiões onde a malha de gasodutos não chega.

Magalhães afirma que, no caso da Edge, acordos para substituir diesel e óleo combustível pelo GNL transportado via caminhões são competitivos para ⁠distâncias de até 1.200 quilômetros do terminal de regaseificação paulista.

"A gente vê reduções de custos que chegam até 20%, sem contar a redução da pegada de carbono, que é da ordem de 25%", disse.

Em nota, o CEO da LD Celulose, Silvio Costa, disse que o acordo é "estratégico e consolida ainda mais ‌o pilar de sustentabilidade da empresa", que busca investir em uma matriz energética mais "econômica e limpa".

Uma das empresas mais novas pertencentes à Cosan, a Edge nasceu em 2024, englobando ⁠negócios que estavam sendo desenvolvidos na Compass, como o TRSP e uma planta de purificação de biometano em Paulínia (SP), em parceria com a Orizon.

A Edge compra GNL da TotalEnergies para o terminal de regaseificação e também tem outros fornecedores em seu portfólio, realizando, por exemplo, importação de gás da Argentina. A empresa atua ainda como comercializadora de gás e, nos últimos anos, fechou vários contratos no mercado livre com indústrias, principalmente no Estado de São Paulo.

Segundo o CEO, o mercado de gás está cada vez mais aderindo às contratações livres, sendo que uma demanda de cerca de 15 milhões de m³/dia já teria migrado, de um mercado potencial de 25 milhões a 30 milhões.

"A gente vê a indústria se beneficiando na veia, falando de reduções de 10%, 20% (de custos) com as flexibilidades que a gente consegue trazer para o cliente."

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