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Sucesso no online faz e-commerce de vinis abrir loja física

Do atendimento e proximidade com os clientes surgiu a necessidade de ter um espaço próprio

22 dez 2015
09h45
atualizado em 29/12/2015 às 09h00
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Especialistas em varejo costumam dizer que a receita ideal para uma loja dar certo é a combinação entre estabelecimento físico e e-commerce - um complementa o outro. No caso da eMondo, o sucesso no online foi tão representativo que a empresa decidiu abrir em março deste ano uma loja física em Americana, interior de São Paulo, cidade onde já funcionava o estoque e setor administrativo do site (no ar desde outubro de 2013).

O site ainda fatura mais que a loja física, aberta há cerca de nove meses, mas a ideia é aproximar clientes e marca
O site ainda fatura mais que a loja física, aberta há cerca de nove meses, mas a ideia é aproximar clientes e marca
Foto: Divulgação

Dá para dizer que essa história começou no final da década de 1980, quando no Brasil ainda nem se falava em internet. “Crescemos aprendendo a ouvir música com vinil. Depois, o CD entrou no mercado e acabamos perdendo um pouco o contato com o vinil, assim como muitas pessoas. De uns quatro ou cinco anos para cá, tivemos a ideia de colecionar discos, e veio junto a ideia de montar o site”, conta Bruno Franceschangelis, 35, um dos sócios da eMondo. 

Sem fazer muitos planos, Bruno e o sócio Gustavo Prada, 33, começaram a colocar a ideia em prática. A pesquisa de mercado não foi muito profunda, confessa Bruno, mas o negócio “era aquilo que a gente queria fazer. E foi dando certo, teve uma aceitação legal do mercado”, afirma. No site, a eMondo se apresenta como “uma loja que curte música”. Além da venda de novos e usados disponíveis no catálogo online, também faz a restauração de todos os discos usados antes de colocá-los à venda.

O site ainda fatura mais que a loja física, aberta há cerca de nove meses. A ideia é fazer uma divulgação do estabelecimento em janeiro do próximo ano. Então porque abrir o estabelecimento? “Hoje o site fatura mais porque a gente consegue com menos recursos atingir um número muito maior de pessoas. Mas a gente sentiu a necessidade de abrir a loja física porque muitos clientes queriam vir até nós e também por um desejo pessoal”, explica Bruno.

Trabalho de encomenda
Além da venda de produtos que já estão no catálogo, a eMondo também oferece serviço de encomenda. De vez em quando, acontece de não encontrar alguns produtos, já que nem todos os títulos estão disponíveis em vinil. No Brasil, a única empresa a produzir discos de vinil atualmente é a Polysom, que relança títulos nacionais. A maioria dos produtos, então, é importada. “No Exterior, praticamente todas as gravadoras ainda produzem vinil”, observa o empresário. No caso dos usados, é um pouco mais complicado: é preciso ir atrás de quem tem o disco e quer vender.

Para driblar os valores da importação (além do dólar alto, as taxas aduaneiras e outros impostos contribuem para o peso dos custos), Bruno e o sócio procuram sempre fazer pedidos em grandes quantidades. “Quando a gente vai fazer um pedido, a gente tem que pedir uma quantidade muito grande para compensar os custos. Como não temos volume de encomendas que alcance o número que a gente precisa importar, completamos as encomendas com pedidos para a loja também. O estoque é integrado”, explica Bruno. 

Novos produtos
Nos planos dos sócios, a ideia é aumentar a variedade de produtos oferecidos nas lojas: CDs, DVDs, livros sobre música, acessórios, vestuário. “A ideia futuramente é inserir tudo que está relacionado à música. É um projeto que a gente vai aos poucos construindo”, afirma Bruno. E o nome eMondo? Vem de onde? “Na verdade a ideia inicial era Mondo Vinil, é algo que a gente achou legal, que soa bem. Acabamos mudando para eMondo porque vamos trabalhar com outros produtos, não só vinil. Cada categoria vai ser associada à ideia inicial. Vai ter o eMondo vinil, eMondo CD, eMondo acessórios”, projeta o empresário. 

Fonte: Canarinho Press
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