Dólar volta a ser influenciado pelo fluxo estrangeiro e fecha quase estável
O dólar perdeu força ante o real na metade da sessão e fechou a sexta-feira próximo da estabilidade, em mais um dia de alta firme do Ibovespa, com investidores estrangeiros atuando na ponta de compra de ativos brasileiros.
A moeda norte-americana à vista fechou em leve alta de 0,08%, aos R$5,2876. Na semana, a divisa acumulou baixa de 1,59% e, no ano, recuo de 3,67%.
Às 17h06, o dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- cedia 0,05% na B3, aos R$5,2940.
Nas duas sessões anteriores o dólar havia recuado ante o real, influenciado pelo fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira e pela diminuição das preocupações relacionadas à Groenlândia, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar um acordo que garante acesso total do país à ilha.
Às 11h40 desta sexta-feira, o dólar à vista chegou a marcar a cotação máxima de R$5,3058 (+0,43%), com alguns investidores ensaiando uma realização de lucros, mas na sequência a divisa perdeu força e se reaproximou da estabilidade.
"É novamente o apetite dos investidores ao risco", justificou à tarde Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. "Grande parte deste movimento se deve aos estrangeiros investindo em ativos brasileiros", acrescentou, pontuando que houve de fato nos últimos dias uma melhora do cenário geopolítico.
Na mínima do dia, o dólar à vista atingiu a cotação de R$5,2738 (-0,18%) às 14h32, para depois fechar pouco acima disso. A diminuição das tensões geopolíticas também seguiu permeando os negócios com moedas no exterior, com os agentes atentos ainda à oscilação do iene em relação ao dólar, em meio a especulações de que o Banco do Japão poderá intervir no mercado de câmbio.
Às 17h11, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,72%, a 97,590.
Pela manhã, sem efeitos no câmbio, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra três autoridades do Rioprevidência, o fundo de pensão dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, para apurar irregularidades ligadas ao Banco Master.
Em meio ao noticiário envolvendo as fraudes bancárias, o Banco Central publicou nota afirmando que seu diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, "obviamente jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas" do Banco Master pelo BRB.
Na manhã desta sexta-feira o Banco Central não realizou nenhuma operação no mercado de câmbio. Na noite de quinta, a instituição havia anunciado dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) para a próxima segunda-feira, dia 26, no valor total de US$2 bilhões, para rolagem do vencimento de fevereiro.
Em nota na véspera, o BC também informou que iniciará a rolagem dos contratos de swap cambial que vencem em 2 de março na próxima quarta-feira, dia 28.