Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Dólar sobe ao maior valor em seis meses influenciado por exterior e eleição

28 set 2026 - 17h09
(atualizado às 17h21)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O dólar subiu 0,83% nesta segunda-feira, fechando a R$ 5,2264, o maior patamar em seis meses. A valorização foi puxada pelo cenário externo desfavorável, com a alta dos Treasuries e do petróleo ante tensões entre EUA e Irã, além de incertezas eleitorais no Brasil. O mercado reagiu com cautela a pesquisas que apontam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, temendo o impacto fiscal de um novo mandato petista. Déficit em transações correntes acima do esperado também pesou sobre o real.

O dólar fechou a segunda-feira em ‌alta ante o real e atingiu o maior valor em seis meses, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes e com investidores também reagindo a duas novas pesquisas eleitorais no Brasil.

O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,83%, a R$5,2264, o maior valor de fechamento desde 30 de março, quando fechou em R$5,2461. No ano, no entanto, a divisa norte-americana ⁠ainda apresenta queda de 4,78%.

Às 17h03, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- ‌subia 0,67% na B3, aos R$5,2285.

A segunda-feira foi marcada pela alta do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries no exterior, em meio ao impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã, após ‌o presidente norte-americano, Donald Trump, ter rejeitado no fim de ‌semana um acordo.

Nos mercados de moedas, isso se traduziu no avanço do dólar ante divisas ⁠de emergentes como o peso colombiano, o peso mexicano, o peso chileno, o rand sul-africano e o real.

No Brasil, o movimento encontrou suporte ainda em duas novas pesquisas sobre a eleição presidencial de domingo. Levantamento BTG/Nexus mostrou aumento da vantagem numérica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na simulação de segundo turno.

Lula tem 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% ‌de Flávio, de acordo com a pesquisa. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os ‌dois ainda estão em empate ⁠técnico. No levantamento anterior, porém, ⁠Lula tinha os mesmos 46% e Flávio somava 45%.

Já a pesquisa Quaest mostrou Lula e Flávio empatados no segundo ⁠turno com 42% das intenções de voto. A margem ‌de erro é de dois pontos ‌percentuais. Uma semana antes, Flávio tinha 42% e Lula somava 41%.

No mercado, Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte dos agentes, que enxergam sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias desfavoráveis a Flávio -- como a ampliação ⁠da vantagem numérica de Lula no segundo turno da pesquisa BTG/Nexus -- tendem a trazer um viés de alta para o dólar.

Após marcar a cotação mínima de R$5,1917 (+0,16%) às 9h21, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,2266 (+0,83%) às 12h33, quando as duas pesquisas já haviam sido divulgadas.

Para Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, o avanço do dólar ‌ante o real nesta segunda-feira ocorreu principalmente em função do exterior.

"A semana começou com viés de alta para o dólar globalmente, pressionando o real aqui", comentou. "Na sequência, veio o cenário eleitoral para contribuir ⁠com essa compra de dólares."

Mais cedo, o Banco Central informou que o Brasil teve déficit em transações correntes de US$5,055 bilhões em agosto, um pouco acima do saldo negativo de US$4,9 bilhões projetados por economistas em pesquisa da Reuters. Na outra ponta, o investimento direto no país (IDP) atingiu US$7,396 bilhões, contra US$6,9 bilhões projetados.

No boletim Focus divulgado pela manhã, a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim deste ano seguiu em R$5,20. Já a projeção para a inflação em 2026 passou de 4,92% para 4,99% e em 2027 foi de 4,30% para 4,31%. As expectativas para a taxa básica Selic estão em 13,50% e 12,00% para este e o próximo ano, respectivamente. A taxa básica está atualmente em 13,75%. O dólar à vista encerrou a sessão de sexta-feira com baixa de 0,19%, aos R$5,1834.

Às 17h04, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,05%, a 101,190.

(Edição de Pedro Fonseca)

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra