Dólar segue estável ante real antes de discurso de Warsh em Jackson Hole
O dólar opera estável ante o real nesta sexta-feira, a R$ 5,16, à espera do discurso do chair do Fed, Kevin Warsh, em Jackson Hole. O mercado busca pistas sobre os juros norte-americanos, que impactam o fluxo global de investimentos e o câmbio, em meio a mudanças no diferencial de juros com o Brasil. Na agenda doméstica, os investidores monitoram os dados de emprego do Caged e a queda de 0,83% no índice de preços ao produtor em julho informado pelo IBGE.
O dólar se mantinha estável ante o real nesta manhã de sexta-feira, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentava leves perdas ante outras divisas de países emergentes, com investidores à espera do discurso do chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, no fim da manhã em Jackson Hole.
Às 9h34, o dólar à vista mostrava estabilidade, a R$5,1643 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para setembro -- o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,01%, aos R$5,1655.
O dólar à vista encerrou a sessão de quinta-feira com alta de 0,21%, aos R$5,1641.
O discurso de estreia de Warsh no simpósio de Jackson Hole está marcado para as 11h (horário de Brasília), e os investidores vão observar se o chair do Fed fornecerá novas orientações sobre a política monetária, em um ambiente de inflação ainda pressionada e volatilidade maior no mercado de Treasuries.
O nível da taxa de juros nos EUA, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, impacta diretamente os fluxos de investimentos globais, incluindo para o Brasil, o que se reflete na taxa de câmbio.
Com a Selic em 14% no Brasil, ainda bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, o diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o país. Hoje o cenário é um pouco diferente diante da possibilidade de alta de juros nos EUA e da perspectiva de novas baixas no Brasil.
Na agenda local, destaque ainda para a divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho, às 14h30. Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que os preços ao produtor no país caíram 0,83% em julho ante junho, levando o acumulado em 12 meses para alta de 1,94%.
No exterior, às 9h29 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,11%, a 99,217. No mesmo horário, o dólar cedia ante divisas de emergentes como a lira turca, o peso mexicano e a rupia indiana.
(Edição de Camila Moreira e Isabel Versiani)
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