Taxas dos DIs têm variações modestas com mercado à espera de Warsh
As taxas dos DIs oscilam perto da estabilidade nesta sexta-feira, com investidores atentos à estreia de Kevin Warsh, chair do Fed, em Jackson Hole, buscando pistas sobre a política monetária dos EUA. No cenário doméstico, o foco recai sobre os dados do Caged e a queda de 0,83% no índice de preços ao produtor em julho pelo IBGE, enquanto o mercado precifica majoritariamente um corte de 25 pontos-base na taxa Selic no próximo encontro do Copom.
As taxas dos DIs exibiam variações modestas nesta manhã de sexta-feira, enquanto os rendimentos dos Treasuries sustentavam altas com investidores à espera do discurso do chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole, nos EUA.
Às 9h54, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,78%, ante 13,765% do ajuste da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,445%, ante 14,479%.
Principal evento do dia, o discurso de estreia de Warsh no simpósio de Jackson Hole está marcado para as 11h (horário de Brasília). Os investidores vão observar se o chair do Fed fornecerá novas orientações sobre a política monetária, em um ambiente de inflação ainda pressionada e volatilidade maior no mercado de Treasuries.
Nesta manhã, os Fed Funds precificavam 35,7% de probabilidade de alta de 25 pontos-base dos juros nos EUA em setembro, conforme a Ferramenta CME FedWatch. No caso de outubro, há 43,9% de chance de alta de 25 pontos-base e 10,3% de possibilidade de elevação de 50 pontos-base. Atualmente os juros nos EUA estão na faixa de 3,50% a 3,75%.
Às 9h54, o rendimento do Treasury de dois anos--que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo-- tinha alta de 1 ponto-base, a 4,238%.
No Brasil, destaque para a divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho, às 14h30. Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que os preços ao produtor no país caíram 0,83% em julho ante junho, levando o acumulado em 12 meses para alta de 1,94%.
Na última quarta-feira -- atualização mais recente -- a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 88,5% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic no próximo mês, contra 10,9% de probabilidade de manutenção da taxa básica em 14%. Para o encontro seguinte, em novembro, a precificação indicava 41,1% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base e 43,5% de chance de manutenção.
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