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Dólar se reaproxima da estabilidade ante o real com IPCA e exterior no foco

12 mai 2026 - 09h15
(atualizado às 10h25)
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Após abrir em ‌leve alta, o dólar se reaproximou da estabilidade ante o real nesta terça-feira, com investidores digerindo os dados de inflação de abril no Brasil e monitorando o noticiário sobre a guerra no Oriente Médio, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustenta ganhos ante outras divisas.

Às 10h11 o dólar à ⁠vista subia 0,01%, aos R$4,8916 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro ‌para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,04%, aos R$4,9140.

Na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo ‌com o Irã "respira por aparelhos".

Nesta terça-feira, um oficial ‌sênior da Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que ⁠o Irã expandiu sua definição do Estreito de Ormuz para uma "vasta área operacional" muito mais ampla do que antes da guerra. O tráfego de navios pelo estreito, por onde circulam 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo, segue prejudicado.

Em meio ao impasse no Oriente Médio, o dólar ‌sustenta ganhos ante boa parte das divisas no exterior, incluindo pares do real ‌como a rupia indiana, o ⁠rand sul-africano e ⁠o peso chileno.

No Brasil, a moeda norte-americana chegou a exibir ganhos na abertura, mas ⁠se reaproximou da estabilidade logo depois, ‌com investidores também ponderando os ‌dados de inflação de abril.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA, o índice oficial de inflação, subiu 0,67% no mês passado, desacelerando ante a taxa de 0,88% de março e contra ⁠projeção de 0,69% dos analistas consultados pela Reuters. Em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 4,39%, ante 4,40% projetados.

Mas a abertura do IPCA ainda demonstrou uma inflação pressionada em algumas métricas de serviços, o que coloca em dúvida o espaço do ‌Banco Central para continuar o ciclo de cortes da taxa básica Selic ao longo do ano. Atualmente a Selic está em 14,50%.

O diferencial de juros ⁠entre Brasil e outros países -- como os EUA, cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% -- vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses.

Na segunda-feira, a moeda norte-americana à vista fechou o dia com queda de 0,10%, aos R$4,8911.

Às 10h30, o Banco Central realiza dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra no futuro) simultâneos, no valor total de US$1 bilhão, para rolagem do vencimento de 2 de junho.

Às 11h30, o BC faz leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de junho.

(Edição de Camila Moreira)

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