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Dólar fecha em baixa com investidores atentos ao exterior

20 jul 2026 - 17h09
(atualizado em 21/7/2026 às 04h33)
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O dólar fechou a ‌segunda-feira em baixa ante o real, acompanhando a queda da moeda norte-americana ante parte das divisas de países emergentes no exterior, em um dia de variações modestas nas cotações.

Os investidores globais seguiram monitorando o noticiário sobre o Oriente Médio, após Irã e Estados Unidos intensificarem seus ataques.

O dólar à vista encerrou o dia no Brasil com queda de ⁠0,42%, aos R$5,0896. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 7,28%.

Às 17h02, o ‌dólar futuro para agosto -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,49% na B3, aos R$5,1050.

Em um dia de agenda de indicadores esvaziada no Brasil, os agentes ‌se voltaram para o exterior, onde EUA e ‌Irã intensificaram seus ataques. A Guarda Revolucionária do Irã disse mais cedo ter ⁠atacado alvos militares dos EUA em todo o Oriente Médio, após mais uma noite de bombardeios norte-americanos contra cidades iranianas.

O petróleo Brent, que chegou a superar os US$90 o barril mais cedo, mostrou maior acomodação durante a manhã, chegando a ceder em alguns momentos, para à tarde voltar a subir, com o presidente dos EUA, Donald Trump, prometendo ‌vingança contra o Irã pela morte de soldados norte-americanos.

Neste cenário, o dólar sustentou perdas ante ‌parte das divisas de países ⁠emergentes até o fim ⁠do dia, como o real e o peso mexicano, mas avançou ante outras moedas, em uma ⁠sessão de dúvidas sobre o futuro do conflito ‌no Oriente Médio.

Após marcar a ‌cotação máxima intradia de R$5,1159 (+0,10%) às 9h02, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,0814 (-0,58%) às 13h07, para depois encerrar perto disso.

"Tivemos um dia de alívio em nossa taxa de câmbio, refletindo um ambiente externo ligeiramente mais favorável, com ⁠redução das tensões no mercado de petróleo após notícias sobre possíveis iniciativas de mediação entre Estados Unidos e Irã", pontuou Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank, em comentário por escrito.

"Aqui no Brasil, o elevado diferencial de juros continua sustentando o fluxo de forma especulativa para ativos brasileiros, o que também favorece ‌o real", acrescentou.

Pela manhã, o boletim Focus do Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim deste ano seguiu ⁠em R$5,20 e para o fim do próximo ano em R$5,28.

Já a taxa básica Selic projetada para o fim de 2026 permaneceu em 14,00%, o que pressupõe mais um corte de 25 pontos-base ainda este ano. Para o encerramento de 2027 a Selic esperada seguiu em 12,00%.

Atualmente a Selic está em 14,25% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e este diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil. Hoje o cenário é um pouco diferente em função da perspectiva de alta de juros nos EUA e de nova baixa no Brasil.

No fim da manhã, sem efeito sobre o câmbio, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto.

(Edição de Isabel Versiani)

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