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Dívida pública federal do Brasil sobe 1,91% em abril com emissão maior e gasto com juros

27 mai 2026 - 14h37
(atualizado às 15h15)
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A dívida pública federal ‌do Brasil subiu 1,91% em abril em relação ao mês anterior, a R$8,798 trilhões, divulgou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira, em meio a um aumento nas emissões de títulos pelo governo.

No período, a dívida pública mobiliária interna teve alta de 1,93%, a R$8,462 trilhões, enquanto ⁠a dívida pública federal externa cresceu 1,28% e atingiu R$335,9 bilhões.

As ‌emissões da dívida mobiliária interna somaram R$201 bilhões em abril, maior valor em 12 meses, enquanto os resgates totalizaram R$133 bilhões. ‌Como resultado, a emissão líquida da dívida ‌interna no mês ficou em R$68 bilhões, valor que se ⁠somou a uma apropriação positiva de juros de R$92,5 bilhões.

A reserva de liquidez --colchão de recursos para gestão da dívida pública-- se recuperou no mês, ao passar de R$885 bilhões em março para R$1,092 trilhão em abril, uma alta nominal de 23,3%. O valor é suficiente ‌para quitar 8,91 meses de vencimentos de títulos, contra 5,69 registrados um ‌mês antes.

O Tesouro apontou ⁠que perspectivas ⁠de um acordo entre EUA e Irã reduziram a aversão ao risco ao longo ⁠do mês de abril, com ‌recuperação de mercados emergentes ‌no período.

De acordo com as informações da pasta, o custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses teve uma ligeira alta no mês passado, indo de 12,20% ⁠ao ano em março para 12,22% ao ano.

O custo médio das novas emissões de títulos da dívida interna também subiu, passando de 13,92% ao ano em março para 14,08% no mês passado.

Em relação ao perfil de vencimentos da dívida ‌pública, o Tesouro informou que o prazo médio do estoque passou de 4,10 anos em março para 4,12 anos em abril.

Em relação ⁠ao mês de maio, a secretaria disse que a incerteza sobre a resolução do conflito entre Estados Unidos e Irã, combinada à expectativa de juros reais mais elevados nos EUA, elevou a aversão ao risco, com impacto negativo sobre mercados emergentes e elevação nos juros futuros do Brasil.

Em meio ao cenário volátil, o Tesouro disse que foi mantido em maio o maior apetite dos investidores por títulos atrelados à taxa Selic.

Em abril, esses papéis representaram 48,6% do estoque total da dívida. Dados preliminares de maio mostram os títulos flutuantes com participação relativa de 69,7% das novas emissões, contra 56% em abril.

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