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Diretor do BC que antecipou voto não participa do Copom

Tony Volpon tinha afirmado em palestra a economistas que continuaria votando pelo aumento até a inflação dar sinais de recuo

30 jul 2015 - 08h45
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Diretor afirmou antes da reunião que é a favor da alta da Selic
Diretor afirmou antes da reunião que é a favor da alta da Selic
Foto: BBCBrasil.com

Em meio a críticas por ter antecipado o voto pela elevação da taxa básica de juros, o diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central (BC), Tony Volpon, absteve-se de participar da reunião de quarta-feira (29) do Comitê de Política Monetária (Copom). Em comunicado, ele informou que a decisão ocorreu para preservar a credibilidade da autoridade monetária.

“A fim de evitar possíveis prejuízos à imagem do Banco Central do Brasil, essa decisão é em caráter pessoal e irretratável”, destacou o BC em declaração atribuída a Volpon. De acordo com o texto, o diretor havia prestado esclarecimentos ao presidente do BC, Alexandre Tombini, e aos demais diretores da instituição em reunião extraordinária ocorrida ontem (28).

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Em declarações ao jornal Valor Econômico na segunda-feira (27) e em palestra a um grupo de investidores na semana passada, Volpon tinha dito que continuaria a votar pela elevação da taxa Selic até que a inflação desse sinais de que cederia e convergiria para o centro da meta no próximo ano. Entendidas como uma antecipação do voto, as declarações provocaram críticas de senadores.

Em entrevista à Agência Estado, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), defendeu que Volpon fosse ouvido pela Comissão de Assuntos Econômicos da Casa, alegando vazamento de informações. O senador José Serra (PSDB-SP) pediu a intervenção do Congresso no Copom em artigo publicado ontem (28) na Folha de S.Paulo. Para o parlamentar tucano, as declarações de Volpon feriram a independência do Banco Central e trouxe a imprensa para a sala de reuniões do Copom.

Segundo o BC, os membros do Copom compreenderam a decisão de Volpon de não participar da reunião do órgão, que decidiu, por unanimidade, aumentar a taxa Selic - juros básicos da economia - para 14,25% ao ano, no maior nível desde outubro de 2006.

Agência Brasil Agência Brasil
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