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Curvas invertidas de juros não são "voto de confiança", diz presidente do BoE

10 set 2019 - 10h29
(atualizado às 11h56)
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A recente queda nos rendimentos de títulos de longo prazo abaixo das taxas de papéis de curto prazo nos principais mercados de renda fixa soberana não é "um voto de confiança" nas perspectivas econômicas, disse o presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Mark Carney, nesta terça-feira.

Presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney
10/09/2019
REUTERS/Mike Segar
Presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney 10/09/2019 REUTERS/Mike Segar
Foto: Reuters

Embora seja mais fácil agora que as curvas se invertam nos países desenvolvidos do que antes, isso ainda não é um sinal positivo para a economia, disse Carney em evento em Nova York.

As curvas de rendimento nos Estados Unidos e no Reino Unido se inverteram por alguns momentos no último mês. No caso dos EUA, o fenômeno tem sido um indicador confiável de recessão econômica, embora seu histórico seja menos consistente em outros lugares.

Falando um dia depois que o Parlamento britânico bloqueou a mais recente investida do primeiro-ministro, Boris Johnson, por eleições antecipadas em meio ao impasse atual do Brexit, Carney também disse que o investimento empresarial britânico está rodando a um ritmo 25% mais lento do que antes do referendo do Brexit, em 2016.

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