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Corteva lança soja biotecnológica no Brasil para bater de frente com Bayer

10 ago 2021 - 07h38
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A Corteva Agriscience informou nesta terça-feira que começará a vender sementes de soja com biotecnologia no Brasil, à medida que busca ampliar sua presença no maior produtor global da oleaginosa e bater de frente com a rival alemã Bayer.

Logo da Corteva em tela na bolsa de valores de Nova York, EUA 
03/06/2019
REUTERS/Brendan McDermid
Logo da Corteva em tela na bolsa de valores de Nova York, EUA 03/06/2019 REUTERS/Brendan McDermid
Foto: Reuters

A empresa disse que sua semente de soja Enlist pode resistir a três herbicidas, incluindo glifosato, glufosinato de amônio e a nova fórmula da companhia que contém 2,4-D sal colina.

"Queremos dar liberdade de escolha, opção aos produtores locais, já que antes existia basicamente uma única empresa atuando na parte de biotecnologia no mercado de soja", disse o presidente da Corteva no Brasil e Paraguai, Roberto Hun, em entrevista.

A empresa competirá diretamente com a Intacta, tecnologia de soja geneticamente modificada da Bayer, que também resiste a herbicidas e insetos.

Hun disse que o uso da Enlist nos Estados Unidos superou as expectativas. A rápida adoção pelos agricultores levou 35% da área de soja dos EUA a ser cultivada com o produto três anos após seu lançamento, segundo ele.

Christian Pflug, head da tecnologia Enlist para Brasil e Paraguai, disse que os agricultores locais poderão ser capazes de aumentar a produtividade da soja de 2% a 5% caso adotem o produto. A empresa espera que um terço da área de soja do Brasil seja plantada com suas sementes biotecnológicas dentro de cinco anos.

Como parte de sua linha de produtos Enlist, a Corteva também planeja lançar no Brasil outra semente de soja geneticamente modificada, a Conkesta. A empresa afirma que ela pode resistir aos mesmos três herbicidas, bem como a alguns tipos de lagartas --uma praga comum na agricultura tropical.

O lançamento da Conkesta ainda depende de aprovação da União Europeia para essa tecnologia específica, já que o bloco importa soja e farelo de soja do Brasil, disseram os executivos.

A maior compradora de soja do Brasil é a China, onde os produtos Enlist e Conkesta já foram liberados pelas autoridades regulatórias, afirmaram.

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