Copom deve reduzir juros, mas comunicado será o principal teste do mercado
Corte de 0,25 p.p. nesta quarta-feira (5) pode ser o último de 2026
No Brasil, o destaque do dia é a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O mercado praticamente fechou consenso para um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, de 14,25% para 14% ao ano, movimento que seria o quarto consecutivo do atual ciclo de flexibilização monetária.
Os mercados globais operam em alta nesta quarta-feira (5), impulsionados pelo forte rali de Wall Street e pela renovada confiança no setor de inteligência artificial, que volta a favorecer as ações de fabricantes de chips. O apetite por risco também é sustentado pela expectativa de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, embora as sinalizações de ambos os lados ainda sejam contraditórias.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as conversas com Teerã foram "muito boas" e alimentou as expectativas de um acordo para encerrar o conflito. O mercado também acompanha a possibilidade de um entendimento, mediado por Omã, para a reabertura do Estreito de Ormuz. Apesar do otimismo, o Irã afirmou que qualquer acordo dependerá do fim das ameaças americanas.
A perspectiva de avanços diplomáticos mantém o petróleo volátil. Após a forte queda da véspera, o Brent voltou a superar os US$ 80 por barril, avançando 1,74%, para US$ 80,74, enquanto o WTI sobe 0,95%, a US$ 76,49.
No Brasil, o destaque do dia é a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O mercado praticamente fechou consenso para um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, de 14,25% para 14% ao ano, movimento que seria o quarto consecutivo do atual ciclo de flexibilização monetária. As opções de Copom negociadas na B3 apontam 95% de probabilidade para essa decisão.
A expectativa foi consolidada após a sequência de indicadores de inflação abaixo do esperado. O IPCA desacelerou de 0,58% em maio para 0,16% em junho, enquanto o IPCA-15 de julho avançou apenas 0,06%, reforçando a percepção de perda de fôlego dos preços.
Apesar de a decisão sobre os juros estar amplamente precificada, o principal foco dos investidores será o comunicado do Banco Central. O mercado busca indicações sobre os próximos passos da política monetária: se o Copom abrirá espaço para novos cortes em setembro, sinalizará uma pausa no ciclo de afrouxamento ou manterá todas as alternativas em aberto diante das incertezas fiscais e do avanço do calendário eleitoral.
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