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Conselho da Uber é processado nos EUA por supostas falhas de supervisão em casos de abuso e assédio

22 jun 2026 - 13h23
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O conselho de administração da ‌Uber Technologies foi processado nesta segunda-feira por acionistas que acusam a administração e seus diretores de permitirem que a empresa de transporte negligenciasse normas de conformidade, o que resultou em milhares de ações judiciais movidas por vítimas de agressão sexual e assédio.

Em uma ação movida no ⁠tribunal federal de San Francisco, nos Estados Unidos, acionistas liderados por um ‌fundo de pensão de Detroit afirmaram que os membros do conselho ignoraram repetidos alertas internos e externos sobre a suposta falha da ‌Uber em lidar com casos de abuso ‌sexual cometidos por motoristas.

Os acionistas afirmaram que falhas de supervisão ⁠também foram um fator nas ações judiciais movidas no ano passado pelo governo federal, que acusou a Uber de se recusar rotineiramente a atender passageiros com deficiência, incluindo pessoas com animais de assistência ou cadeiras de rodas dobráveis. A empresa também foi acusada de se envolver ‌em práticas enganosas de cobrança e cancelamento.

"A Uber é uma infratora reincidente ‌em matéria de conformidade", ⁠cuja reputação foi "irremediavelmente ⁠prejudicada" pela cobertura negativa da mídia, afirma a ação.

A empresa sediada em San ⁠Francisco não respondeu imediatamente aos pedidos ‌de comentário. Os advogados ‌dos acionistas, liderados pelo Sistema de Aposentadoria da Polícia e dos Bombeiros da Cidade de Detroit, também não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

A chamada ação derivativa, movida nesta segunda-feira, visa obrigar ⁠os diretores a indenizar a Uber por suas supostas violações dos deveres fiduciários e da legislação federal de valores mobiliários.

O presidente-executivo Dara Khosrowshahi está entre os réus.

Os acionistas afirmaram que, em quase nove anos como presidente-executivo, ele tem sido "menos ‌ousado ao forçar os limites regulatórios" do que seu antecessor, mas continuou a economizar no cumprimento das normas.

Até 1º de junho, a Uber ⁠enfrentava 3.571 ações judiciais em litígios supervisionados pelo tribunal de San Francisco, acusando motoristas de conduta sexual imprópria.

Os acionistas afirmaram que o conselho da Uber foi informado repetidamente de que menos de 40% dos usuários acreditam que a empresa leva a segurança a sério.

No início deste mês, a Uber e sua rival Lyft entraram com uma ação contra a cidade de Nova York para bloquear uma nova lei que, segundo elas, as impediria de se livrar de motoristas inadequados que ameaçam a segurança dos passageiros.

O preço das ações da Uber caiu mais de 25% desde que atingiu seu pico, em 22 de setembro.

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