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Como conseguir o melhor câmbio para comprar na Argentina

A Argentina se torna um país barato quando o câmbio de moeda é feito no paralelo - e agora há maneiras seguras e legais de se ter a melhor cotação

21 out 2022 - 00h19
(atualizado às 08h29)
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A economia argentina é tão complexa que lá existem pelo menos seis tipos de câmbio. Para o turista, os que afetam diretamente o bolso são dois: o oficial e o paralelo (mais conhecido como "blue"). O oficial é a cotação que incide nas compras feitas com cartão de crédito ou de débito emitido por um banco brasileiro. É também a cotação que você vai encontrar em casas de câmbio "normais" do aeroporto de Ezeiza ou do Aeroparque. 

Foto: jopstock/Getty Images / Viagem e Turismo

No paralelo, os seus reais valem mais que o dobro do câmbio oficial. Se no câmbio oficial Buenos Aires pode ser tão cara quanto São Paulo ou Santiago do Chile, no paralelo a Argentina inteira vira uma pechincha. Em Buenos Aires, lugar muito comum para a troca do dinheiro blue são as "cuevas". Você vai ouvir "câmbio, câmbio" a todo momento que estiver andando pela calle Florida. A negociação pode acontecer na rua ou em lojas, que hoje em dia nem metem medo como era o caso há uma década. Qual o maior chatice dessas transações? A necessidade de negociar e a possibilidade de receber  alguma nota falsa na hora da troca.

Como saber a cotação do dia?

Pelo site Paralelo Hoy . Hoje, 20 de outubro, 1 real compra 28 pesos no câmbio oficial; no paralelo, você receberia cerca de 68 pesos. Não quer dizer que no paralelo será exatamente esse o valor, mas é próximo disso.

Há opções de câmbio blue mais seguras para além das "cuevas"?

Mais seguras e com o câmbio mais próximo do blue são as lojas da Western Union, que tendem a pagar um pouco menos do que a cotação do paralelo, mas é sempre pelo menos o dobro do câmbio oficial: hoje, 20 de outubro, 1 real vale 58 pesos no aplicativo da WU (contra os 28 pesos do oficial).

Como fazer operação de câmbio pela Western Union?

Pelo aplicativo, que tem versão tanto para Android quanto IOS . É simples: você baixa, clica em "Enviar dinheiro", preenche os dados, escolhe o país para o qual quer enviar e elege a quantia. Na hora você já sabe a cotação e o valor não varia. Na sequência, surge na tela "Como seu destinatário quer receber o dinheiro?" . Clique "Em uma loja" . Na sequência, "Como você gostaria de pagar?". A maneira mais rápida de receber o dinheiro é clicando em "PIX ou transferência bancária" . Nessa hora também aparece a taxa de serviço (no caso de mil reais, são 30 reais). Atenção: ainda que nesse momento da transação a tela traga a informação de que a operação se efetivará em 3 dias, na minha experiência e na de dezenas de brasileiros, o dinheiro fica disponível para saque em menos de uma hora.

Preencha os dados do destinatário nos campos que vêm na sequência, sem abreviações - as informações precisam bater com o documento, que no meu caso foi o passaporte. Há relatos de pessoas que abreviaram e não conseguiram sacar. No caixa me perguntaram um endereço e um número de telefone em Buenos Aires e acabei fornecendo os dados do hotel em que eu estava.

Há desvantagens da Western Union?

Depende. Tenha em mente que pelo menos uma parte do seu primeiro dia na Argentina será dedicado a isso. Por ser uma modalidade conveniente, legal e segura, turistas do mundo inteiro aderiram ao esquema, o que pode significar filas consideráveis ou, no pior dos casos, o dinheiro da loja acabar. Uma das maiores lojas da Western Union em Buenos Aires, com vários guichês de atendimento, fica na esquina da Avenida Córdoba com a calle Montevideo, a 10 minutos de caminhada da livraria El Ateneo Grand Splendid. Quando cheguei, a fila saía pela porta e dobrava a esquina. Pelo aplicativo da WU vi que tinha uma loja no quarteirão seguinte, na calle Paraná, e lá a fila estava muito menor. Quanto mais nas bordas do Microcentro estiverem as agências, menores tendem a ser as filas.

É seguro andar com dinheiro em Buenos Aires?

Há uma sensação esquisita de sair de uma agência com um bolo de notas: mil reais na cotação de hoje equivalem a 58 mil pesos - foi uma quantia parecida com essa que eu troquei, guardei no cofre do hotel e fui "sacando" aos poucos. Não dá pra negar que há um efeito psicológico positivo em se ter uma moeda fraca no bolso: a perspectiva de perder mil pesos é muito menos dramática do que perder cem dólares. Ainda assim,  nos dez dias que passei em Buenos Aires não tive em nenhum momento a apreensão que sinto quando ando por São Paulo. Atravessar a capital portenha a pé continua sendo um dos programas mais agradáveis e tranquilos de se fazer.

E os dólares?

A moeda americana é muito bem aceita em qualquer lugar e tem a cotação mais favorável de todas. Se você tiver dólares em casa, leve-os. Mas se não tiver, o melhor é levar reais para trocar por pesos blue in loco ou fazer o esquema do WU.

E comprar pesos no Brasil?

Será sempre o pior dos negócios.

Afinal, vale usar cartão de crédito?

Não vale. Leve para o caso de uma emergência, mas evite a todo custo. A cotação oficial, usada para o fechamento da fatura do seu cartão, fará a sua viagem encarecer (considere ainda um IOF de 6,38% e eventuais taxas de saque).

Para Bariloche o esquema de levar dinheiro é o mesmo?

No caso da Western Union é um pouco mais complicado porque há poucas lojas na cidade e a superlotação no inverno faz com que o dinheiro esgote rapidamente. A boa notícia é que no auge da temporada de esqui o real vira moeda corrente e é facilmente aceito a uma cotação muito próxima do blue.

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