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Com maior demanda, refinarias da Petrobrás aumentam produção em junho

Greve dos caminhoneiros represou o abastecimento no País, o que elevou a procura por combustíveis; aumento da produção foi uma das reivindicações da greve dos petroleiros

11 jul 2018
20h53
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RIO - A maior demanda por combustíveis no mercado brasileiro em junho, após a greve de 11 dias dos caminhoneiros represar o abastecimento no País, fez com que a Petrobrás aumentasse a produção de suas refinarias. A estatal não informa para quanto foi o fator de utilização do parque de refino, que no primeiro trimestre do ano era de 72%, mas confirma que em relação a maio de 2018 a produção das refinarias foi maior no mês passado.

No primeiro trimestre do ano, a Petrobrás informou que a carga processada de janeiro a março foi inferior na comparação ao mesmo período de 2017, principalmente em função do aumento da participação no mercado de produtos importados por terceiros. No caso da gasolina, a queda de produção se deveu à perda de participação de mercado para o etanol.

A importação do diesel em junho por importadores privados foi prejudicada pelo congelamento de preços imposto pelo governo, que reduziu a atratividade para o importador do combustível, já que teria que vender no mercado interno por um preço inferior ao preço de compra no mercado internacional. Os importadores eram responsáveis por 27% do abastecimento do mercado antes do congelamento, o que deverá ser absorvido pela Petrobras, segundo especialistas ouvidos pelo Broadcast no final de junho.

Mesmo com a promessa de subsídio do governo, importadores acusaram uma perda de margem da ordem de 3% a 5%, dependendo do porto onde o combustível é desembarcado, informaram.

Greve. O aumento da produção foi uma das reivindicações dos petroleiros, que entraram em greve em maio. O pedido era que companhia voltasse a produzir 100% da capacidade em suas refinarias, o que não ocorria, segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), por conta da política de preços da estatal, que abriu espaço para importadores de combustíveis.

Segundo o sindicato, o parque de refino da Petrobrás estava operando com cerca de 60% e o número de importadoras de combustíveis passou de 40 em julho do ano passado, quando começou a nova política de preços, para 300.

Estadão Conteúdo

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