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China participa de videoconferência liderada por Macron em raras negociações econômicas antes da cúpula do G7

11 jun 2026 - 07h15
(atualizado às 12h22)
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O ‌vice-primeiro-ministro chinês Zhang Guoqing participará, nesta quinta-feira, de uma videoconferência organizada pelo presidente francês Emmanuel Macron sobre os desequilíbrios econômicos globais, poucos dias antes da reunião dos países do G7 na França para discutir como lidar com as ondas de exportações chinesas a preços baixos que ⁠invadem seus mercados.

Macron, que sediará a cúpula do G7 em Evian-les-Bains ‌na próxima semana, tem buscado dialogar com Pequim em uma tentativa de última hora de adotar uma abordagem cooperativa antes que a ‌União Europeia decida se endurecerá sua política ‌comercial em relação à China, afirmam autoridades francesas.

"Nosso objetivo comum ⁠deve ser claro. Trata‑se de colocar a economia global de volta em uma trajetória de crescimento mais forte. Acho que todos compartilhamos esse objetivo. Para isso, precisamos obviamente de algumas políticas domésticas e de uma cooperação internacional eficaz", disse Macron no início da videoconferência.

"A coordenação é ‌fundamental e, se eles (os desequilíbrios globais) não forem tratados por meio de ‌uma abordagem coordenada entre ⁠as principais economias ⁠do mundo, esses desequilíbrios correm o risco de se desfazer de forma desordenada, ⁠levando a ajustes econômicos e financeiros ‌abruptos", acrescentou.

Os líderes da ‌UE se reunirão imediatamente após o encontro do G7, de 15 a 17 de junho, com a China ocupando um lugar de destaque na agenda.

A inclusão de Zhang na chamada videoconferência "Convergência Global ⁠para o Crescimento", anunciada por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, é um caso incomum de engajamento da China com o G7, que reúne França, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos, além da ‌UE.

Pequim há muito critica o grupo como ilegítimo para discutir assuntos mundiais e por não ser representativo da ordem mundial.

Há um alarme ⁠crescente na Europa em relação ao superávit comercial recorde da China e à sua ascensão na cadeia de valor, com suas exportações de veículos elétricos, baterias de íon-lítio e outros produtos de alta tecnologia ameaçando os fabricantes europeus, no que analistas descrevem como um "segundo choque chinês", após seu domínio das indústrias de baixo valor agregado na década de 2000.

A China defende sua política industrial e rejeita alegações de que os exportadores chineses se beneficiam injustamente de subsídios estatais. Ela afirma que outros países estão, ao contrário, minando as regras do comércio global ao impor tarifas unilaterais.

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