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China faz pequeno avanço na luta contra a deflação enquanto desequilíbrio entre oferta e demanda persiste

11 fev 2026 - 07h18
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A inflação ao consumidor na China arrefeceu ‌em janeiro, enquanto a deflação dos preços ao produtor persistiu, destacando mais uma vez a fraqueza subjacente da demanda interna e um desafio fundamental para as autoridades que buscam sustentar uma recuperação econômica desigual.

Pequim prometeu repetidamente alinhar melhor a oferta e a demanda e aumentar a renda da ⁠população para estimular o consumo de bens e serviços, mas as medidas ‌tomadas até agora tiveram resultados modestos.

"Com os desequilíbrios entre oferta e demanda persistindo, duvidamos que as pressões deflacionárias da China desapareçam tão cedo", ‌disse Zichun Huang, economista da Capital Economics para ‌a China.

Dados divulgados nesta quarta-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas ⁠mostraram que o índice de preços ao consumidor subiu 0,2% em janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado, em comparação com um aumento de 0,8% em dezembro, ficando abaixo das expectativas de alta de 0,4% apontadas em uma pesquisa da Reuters.

O índice de preços ao produtor caiu ‌1,4% na mesma base de comparação, com a queda diminuindo pelo segundo ‌mês consecutivo mas prolongando uma ⁠tendência deflacionária de ⁠anos na segunda maior economia do mundo. Economistas consultados pela Reuters esperavam recuo ⁠de 1,5%.

Na comparação mensal, os preços ‌ao consumidor subiram 0,2%, repetindo ‌a taxa de dezembro e abaixo da expectativa de aumento de 0,3%.

Lynn Song, economista-chefe para a Grande China do ING, disse que o aumento mensal dos preços ao consumidor sugere que "no geral, ainda ⁠estamos no caminho certo para ver uma recuperação geral da inflação em 2026", projetando uma inflação ao consumidor de 0,9% para o ano inteiro.

Há "um argumento sólido" para um maior afrouxamento da política monetária este ano, disse ele, alertando que os riscos ‌para a previsão do ING podem decorrer da implementação da política interna e da evolução dos preços globais.

A moderação no aumento anual dos ⁠preços ao consumidor deveu-se principalmente a uma base elevada no ano anterior e a quedas mais acentuadas nos preços da energia, disse Dong Lijuan, estatístico do Escritório Nacional de Estatísticas, em comunicado.

Os preços dos alimentos caíram 0,7% devido à queda nos preços da carne suína e dos ovos, embora os preços das frutas e verduras frescas tenham subido. Os custos dos serviços subiram 0,1% em relação ao ano anterior.

Os preços ao consumidor em janeiro do ano passado tiveram impulso do feriado do Ano Novo Lunar, que começou no final de janeiro e elevou os preços dos alimentos e serviços. O feriado deste ano começará em meados de fevereiro.

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