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China promete contra-ataque em guerra comercial com os EUA

Ministério chinês fala em "defender os interesses centrais do país e do povo", e que foi "forçado" a reagir

6 jul 2018
02h57
atualizado às 09h19
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O Ministério de Comércio da China (Mofcom, na sigla em inglês) afirmou nesta sexta-feira, 6, que os Estados Unidos violaram as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e lançaram "a maior guerra comercial na história econômica até o momento" ao executarem a imposição de tarifas de 25% sobre US$ 34 bilhões em produtos chineses.

"O lado chinês prometeu não disparar o primeiro tiro, mas, para defender os interesses centrais do país e do povo, foi forçado a fazer contra-ataques necessários", apontou o Mofcom em comunicado divulgado há pouco.

Presidente dos EUA, Donald Trump, acena ao embarcar no Força Aérea Um
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Foto: Leah Millis / Reuters

Para o Ministério de Comércio chinês, as tarifas impostas pelos EUA são "um bullying típico do comércio, que compromete seriamente a cadeia industrial global e a segurança da cadeia de valor" e que dificulta a recuperação econômica global, além de provocar turbulências nos mercados financeiros e afetar empresas multinacionais e em geral. "Os consumidores não apenas ficarão desamparados, mas também os interessas das empresas e da população americana serão prejudicados."

O Mofcom disse, ainda, que irá informar a OMC prontamente sobre as medidas adotadas por Washington e trabalhar com países ao redor do mundo com a finalidade de "salvaguardar conjuntamente o livre-comércio e o sistema multilateral de comércio". Ao mesmo tempo, a China reiterou que irá aprofundar a reforma, ampliar a abertura econômica, criar um bom ambiente de negócios para empresas chinesas no mundo, entre outros fatores.

Além disso, o ministério informou que continuará avaliando o impacto das tarifas americanas na economia e que trabalhará para tomar medidas eficazes para dar apoio aos negócios em solo chinês.

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Estadão
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