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Cautela com consumo de bebidas após casos de intoxicação por metanol tem caído gradativamente, diz setor

Venda de destilados ainda não voltou ao patamar normal nos estabelecimentos de São Paulo, mas tem voltado a subir gradativamente

22 out 2025 - 04h59
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Resumo
Consumo de bebidas alcoólicas, especialmente destilados, apresenta retomada gradual em São Paulo após queda inicial por casos de intoxicação por metanol, com vendas começando a se recuperar enquanto investigações seguem em curso.
Mesmo voltando gradativamente a beber destilados, consumidores ainda têm dado preferência à cerveja
Mesmo voltando gradativamente a beber destilados, consumidores ainda têm dado preferência à cerveja
Foto: Arquivo/Agência Brasil

Quando começaram a circular as notícias de intoxicação por metanol no Estado de São Paulo, os bares pertencentes ao Grupo Azim registraram uma queda de 80% nas vendas de bebidas destiladas. Agora, algumas semanas depois, o montante está em torno dos 60% abaixo do período pré-crise, segundo Fausto Saez, representante do grupo que administra os bares Posto 6, Salve Jorge e Omadá.

Os dados de faturamento do mês de outubro ainda não estão consolidados, mas Fausto estima que houve uma redução de 20% em comparação com o mesmo mês do ano passado, na média entre os três bares, assim como aconteceu em setembro. O resultado, porém, não surpreende e não tem ligação somente ao metanol. "O mês de outubro começou bem ruim, mas também tem a questão do clima que interfere muito. Começou um mês meio frio, chuvoso", resume.

Na rotina dos três bares, os clientes passaram a perguntar de onde vem a bebida que eles tomam, pedir para conferir nota fiscal, além de dar preferência por cerveja e chope. Caipirinha com cachaça no lugar de vodka também tem conquistado o paladar dos frequentadores. 

Medo de metanol? Saiba o que fazer se consumir bebida adulterada #shorts:

Essa rotina também é relatada por Caire Aoas, sócio da Fábrica de Bares, que destaca a preferência por 'vinhos, espumantes e cerveja'. "Tivemos uma queda de consumo per capita entre 40 e 50% de bebida destilada", ressalta. No entanto, o ritmo parece estar retornando: "Nessa semana, as pessoas já estão se sentindo mais seguras, nos últimos dias a situação praticamente já está normalizada."

O cenário segue o resultado do acompanhamento feito pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em São Paulo. Segundo levantamento feito pela associação com donos de negócios do setor, houve um recuo de 30% nas vendas na primeira semana após a divulgação dos casos de intoxicação por metanol. Mas já na semana passada, as vendas subiram 10% em relação à anterior, o que pode significar uma retomada gradual do consumo de destilados. 

"No primeiro momento, houve uma preocupação por parte dos consumidores, o que provocou queda nas vendas de destilados. Apesar disso, o impacto sobre o faturamento dos negócios não foi relevante. Nesta última semana, já se observa uma recuperação no consumo dessas bebidas, com destaque para o whisky e o gim", afirma a Abrasel em nota. 

Com relação ao mês de setembro, que foi quando começaram os registros de intoxicação por metanol, as vendas no setor de bares e restaurantes em todo o Brasil caíram 4,9% frente ao mês anterior, de acordo com dados já consolidados da Abrasel. Ainda assim, o Estado de São Paulo, que concentra grande parte dos casos de intoxicação, teve uma das menores quedas, com -2,7% nas vendas.

Como a confirmação da primeira morte por intoxicação por metanol ocorreu no final de setembro, pode ser que o impacto seja visto com maior intensidade nos dados consolidados de outubro. 

As maiores quedas no setor de bares e restaurantes em setembro ocorreram em:

  • Roraima (-11,5%);
  • Pará (-9,9%);
  • Rio de Janeiro e Santa Catarina (-7,6%); 
  • Paraíba e Sergipe (-7%); 
  • Mato Grosso (-6,9%); 
  • Rio Grande do Sul (-6,5%); 
  • Rondônia (-5,8%); 
  • Ceará (-4,9%); 
  • Bahia (-4,2%); 
  • Alagoas e Tocantins (-4,1%); 
  • Pernambuco (-3,9%); 
  • Espírito Santo (-3%); 
  • São Paulo (-2,7%); 
  • Minas Gerais (-2,4%); 
  • Amazonas (-1,6%); 
  • Goiás e Paraná (-1,1%); 
  • Rio Grande do Norte (-1%)
  • e Piauí (-0,4%).

Números de intoxicação por metanol atualizados

Segundo atualização do Ministério da Saúde, na última segunda-feira, 20, já são 47 casos confirmados por intoxicação por metanol. Destes, 38 estão em São Paulo. Além de São Paulo, há casos confirmados em: Pernambuco (3), Paraná (5) e Rio Grande do Sul (1).

O número de óbitos confirmados chega a nove, sendo seis em São Paulo, dois em Pernambuco e um no Paraná.

Uma das hipóteses da Polícia Civil de São Paulo é que todas as bebidas adulteradas com metanol no Estado saíam de uma fábrica clandestina gerenciada por uma família em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Os agentes chegaram à fábrica após investigarem a morte de duas vítimas. Com relação às intoxicações em outros Estados, porém, ainda não há comprovação de qualquer correlação com a fábrica.

Fonte: Portal Terra
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