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Volks fez mal-uso de mim, diz executivo preso por dieselgate

Alemão pode ser condenado a 7 anos de prisão nos EUA

6 dez 2017
16h50
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O executivo alemão da Volkswagen AG, Oliver Schmidt, que deve ser condenado em breve por crimes relacionados ao escândalo dos motores a diesel da montadora, afirmou em uma carta que a empresa alemã fez "mal-uso" dele, informou o jornal alemão Bild.

O executivo da Volkswagen, Oliver Schmidt, acusado de conspiração para defraudar os Estados Unidos sobre o escândalo de emissões de diesel da empresa, é mostrado nesta foto de reserva em Fort Lauderdale, Flórida, EUA, fornecida em 9 de janeiro de 2017.
O executivo da Volkswagen, Oliver Schmidt, acusado de conspiração para defraudar os Estados Unidos sobre o escândalo de emissões de diesel da empresa, é mostrado nesta foto de reserva em Fort Lauderdale, Flórida, EUA, fornecida em 9 de janeiro de 2017.
Foto: Cortesia do Escritório / Folheto do Sheriff do Condado de Broward / Reuters

O executivo declarou-se culpado em agosto no Tribunal Distrital de Detroit, nos Estados Unidos. Ele é acusado de conspiração para enganar a fiscalização e de violar as leis ambientais em vigor no país. Se ele não tivesse feito acordo para assumir os crimes, as penas pelos crimes dos quais é acusado poderiam somar 169 anos, ou seja, prisão perpétua. No entanto, o executivo, que está preso desde janeiro, poderá ser condenado a sete anos de prisão e multa entre US$ 40 mil e US$ 400 mil. "Devo dizer que sinto que minha própria empresa fez mal-uso de mim no escândalo de diesel ou Dieselgate", escreveu Schmidt ao juiz norte-americano Sean Cox.

Schmidt liderava o escritório ambiental e de engenharia da empresa em Auburn Hills, Michigan, até fevereiro de 2015, onde supervisionou questões de emissões.

Na carta ao juiz, ele disse ter concordado em seguir um roteiro, ou pontos de discussão, acordados entre a administração da Volkswagen e um advogado de alto escalão, durante uma reunião com Alberto Ayala, um executivo da California Air Resources Board.

"Eu nunca deveria ter concordado em me encontrar com o doutor Ayala naquele dia", escreveu ele, ressaltando que deveria "ter ignorado as instruções que foram dadas".

Além disso, Schmidt diz no documento que deveria ter dito a Ayala que "havia um dispositivo contraventor nos veículos de motor a diesel da VW e que a VW estava trapaceando há quase uma década. Eu não fiz isso e é por isso que me encontro aqui hoje".

A Volkswagen assumiu, em setembro de 2015, que usou um programa de computador em 11 milhões de carros a diesel em todo o mundo. A função do software era burlar o resultado de testes, a fim de obter um nível de emissão de poluentes abaixo do real.

O escândalo do "dieselgate" foi descoberto nos Estados Unidos e, desde então, a montadora enfrenta diversos processos judiciais. Schmidt é o único executivo preso. Ele foi preso pelo FBI num aeroporto na Flórida, quando tentava embarcar de volta para a Alemanha. Além dele, outros 7 executivos da Volkswagen foram indiciados pelo "dieselgate".

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Ansa - Brasil   

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