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Carros elétricos: China pede ajuda à República Checa nas negociações com a União Europeia

Bloco europeu decidiu impor tarifas de importação adicionais sobre os carros elétricos da China, alegando que os subsídios do país asiático prejudicam as montadoras europeias

4 nov 2024 - 11h46
(atualizado em 4/11/2024 às 12h42)
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A China disse neste domingo, 3, em comunicado, esperar que a República Checa desempenhe um "papel ativo" para que o lado europeu demonstre "vontade política e sinceridade" nas negociações da União Europeia com os chineses a respeito de veículos elétricos.

O movimento ocorre dias após a Comissão Europeia dizer que concluiu sua investigação antissubsídios, impondo direitos compensatórios definitivos sobre as importações de veículos elétricos a bateria da China por um período de cinco anos.

"A China não concorda nem aceita a decisão", afirmou a segunda maior economia do mundo, em comunicado que trata da 12ª reunião do Comitê Misto Econômico China-República Checa, realizada em Pequim neste fim de semana.

Segundo o comunicado, a China se diz disposta a reforçar a cooperação com a República Checa nas frentes de comércio, investimento, logística e transporte, novas energias, turismo e outros campos, e expandir a importação de produtos de alta tecnologia, equipamentos e mercadorias especiais da República Checa.

O comunicado chinês diz ainda que autoridades da República Checa afirmaram durante o encontro que o país "defende o livre comércio e se opõe ao protecionismo". A República Checa - que tem a China como segundo maior parceiro comercial mundial - também teria dito que atribui grande importância ao desenvolvimento da cooperação econômica e comercial com a China e está disposta a cooperar com a segunda maior economia do mundo em novos veículos energéticos.

Nova tarifas

A Comissão Europeia informou no último dia 29 ter concluído sua investigação antissubsídios, impondo direitos compensatórios definitivos sobre as importações de veículos elétricos a bateria (BEV) da China por um período de cinco anos. As tarifas poderão chegar até 35,3% sobre os veículos elétricos chineses, de acordo com comunicado.

As montadoras chinesas BYD, Geely e SAIC serão taxadas em 17%, 18,8% e 35,3%, respectivamente. Empresas consideradas "cooperantes" estarão sujeitas a uma taxa de 20,7%. Após uma solicitação fundamentada relacionada a um exame individual, a norte-americana Tesla receberá uma taxa de 7,8%, segundo a Comissão.

"Conforme divulgado anteriormente, a investigação constatou que a cadeia de valor de BEVs na China se beneficia de subsídios injustos, o que está causando ameaça de prejuízo econômico aos produtores de BEVs da União Europeia", disse a Comissão. A investigação foi iniciada em setembro de 2023.

Estadão
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