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Cade aprova venda da Yoki e novo controlador do Pão de Açúcar

4 jul 2012 - 08h43
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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira três importantes acordos e fusões para o mercado brasileiro. Numa decisão tomada em bloco, os conselheiros da entidade aprovaram um acordo entre a Vale e a Petrobras, a compra da brasileira Yoki pela americana General Mills e a do Pão de Açúcar pela francesa Casino.

O acordo entre Vale e Petrobras foi assinado em abril pela presidência das duas empresas, para atuarem juntas, por 30 anos, na exploração das reservas de carnalita (da qual se extrai o cloreto de potássio) em Sergipe. O minério é usado na fabricação de fertilizantes. Com a autorização, aVale pode explorar mina arrendada pela Petrobras e, quando entrar em operação, será a maior planta de extração de potássio do Brasil, segundo a Vale.

O conselho também deu aval para que a fabricante de alimentos Yoki fosse adquirida pela americana General Mills. A gigante americana pagou cerca de R$ 1,75 bilhão pela Yoki, em meio à tragédia que envolveu um dos diretores da empresa brasileira, morto pela mulher este ano.

O Cade também aprovou que a Casino assumisse o controle do Pão de Açúcar, briga que ocorre desde o ano passado. Em 2005, o grupo brasileiro assinou um acordo que previa que a francesa assumisse o controle do Pão de Açúcar este ano. O conglomerado do empresário Abílio Diniz tentou, em vão, frustrar o acordo anunciando uma fusão com o Carrefour, mas a operação foi rejeitada pelo Casino.

A sessão de julgamentos feita hoje na sede do Cade é recorde em número de processos - 148 constavam na pauta. Deles, 141 foram apresentados após a aprovação, pelo Congresso, da reforma do Cade. Com as novas regras, uma operação de fusão ou aquisição só será avaliada pelo Cade se o faturamento anual de uma das empresas for de pelo menos R$ 750 milhões e o da outra, de R$ 75 milhões.

Outra mudança nas regras do conselho é que os casos de fusão mais simples obedecerão rito mais simples. Além disso, o Cade terá que aprovar previamente as fusões ou aquisições. Até então, essas operações tinham até 15 dias depois de concluídas para serem comunicadas ao conselho.

Fonte: Terra
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