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Brasil tem oportunidade de entrar na rota da industrialização verde, diz presidente da Vale

Gustavo Pimenta defende a busca de alternativas economicamente viáveis: 'Ninguém emite [carbono] porque gosta, emite porque é a solução mais econômica', afirma

27 jun 2025 - 14h47
(atualizado às 15h20)
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O CEO da Vale, Gustavo Pimenta, disse que a empresa vê oportunidade de o Brasil entrar em uma rota de industrialização verde. Ele diz que é possível buscar soluções economicamente viáveis. "Ninguém emite [carbono] porque gosta, emite porque é a solução mais econômica", afirmou.

"Quanto mais rápido descarbonizarmos a indústria siderúrgica, melhor para a Vale", afirmou em evento do Lide, grupo que reúne empresários.

Pimenta falou do potencial da empresa de fornecer os metais necessários para a transição energética, tais quais cobre e níquel. Citou ainda a produção de minério de ferro de alto teor, que também reduz as emissões na indústria siderúrgica.

Segundo Pimenta, a partir do gás natural e do hidrogênio, é possível construir indústrias de aço verde. Para ele, há potencial nesse campo na região Nordeste, onde há mais oferta de energias renováveis.

Impacto de questões geopolíticas e barreiras tarifárias

O CEO da Vale afirmou que as commodities se beneficiam e sofrem muito com o ambiente macroeconômico. "A Vale não é diferente", disse.

Segundo o executivo, a companhia passou por um momento traumático com o acidente de Brumadinho e que, ao longo dos anos, a companhia foi se transformando.

"Operacionalmente, nunca estivemos tão bem, com tamanha estabilidade", afirmou. No entanto, enquanto internamente a situação é positiva, em sua visão, o cenário macroeconômico é diferente.

"O macro é mais desafiador, com questões geopolíticas e barreiras tarifárias. Macro afeta preço; o minério de ferro está em cerca de US$ 93/t, frente a US$ 105 no início do ano", disse.

Apesar de incertezas, a demanda segue no mercado

Pimenta declarou que a produção de aço na China segue construtiva. "A demanda real na ponta segue otimista", afirmou. Ele disse que, apesar das incertezas geradas pelas questões macroeconômicas que afetam preços de commodities, os clientes seguem demandando os produtos da companhia.

"Os clientes seguem acelerando s agenda de descarbonização. Não vemos recuo. A Vale tem condições de ser uma das maiores ofertantes de minerais de transição energética", disse o executivo.

Para ele, o Brasil ficou para trás no desenvolvimento do cobre, mas o potencial do território da Floresta dos Carajás, segundo o executivo, "é enorme".

Já o níquel, em sua visão, está em um momento desafiador de sobreoferta por produtos da Indonésia. "Mas estamos bem posicionados. No médio e longo prazo, o níquel segue estratégico", disse.

O executivo afirmou ainda que a empresa hoje tem 85% da produção de minério de ferro sem o uso de barragens. "Estamos caminhando bem para eliminar todas as barragens a montante", afirmou.

Pimenta disse ainda que, para ele, o ideal seria ter uma operação completamente autônoma, sem colocar vidas em risco.

Vale é a 9ª em valor de mercado no mundo

Pimenta disse que, hoje, a companhia é a 9ª em valor de mercado no mundo, mas que, pelo potencial do País, deveria ser a primeira.

"A Vale não tem que ser a décima mineradora do mundo. Tem que ser a maior, porque estamos sentados no maior 'endowment' [recursos] de minério do mundo", disse.

Estadão
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