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Brasil entra na mira comercial dos EUA com proposta de tarifa de 25%

Negociações entre os países continuam antes que a adoção se inicie em 15 de julho

2 jun 2026 - 10h19
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Resumo
Apesar da proposta, as negociações entre Brasil e EUA continuam. O prazo para eventual adoção das tarifas vai até 15 de julho de 2026, e autoridades dos dois países seguem tentando reduzir as divergências comerciais. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o país trabalha para convencer os EUA de que o Pix não representa uma ameaça às empresas americanas.
Donald Trump em seu gabinete em Washington
Donald Trump em seu gabinete em Washington
Foto: Evan Vucci / Reuters

As tensões comerciais voltaram ao radar do mercado após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com base em investigação conduzida sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

A medida, porém, prevê exceções importantes para setores estratégicos da pauta exportadora nacional, como café, frutas, cereais, algumas carnes, fertilizantes, medicamentos, químicos orgânicos, terras raras e aeronaves.

Apesar da proposta, as negociações entre Brasil e EUA continuam. O prazo para eventual adoção das tarifas vai até 15 de julho de 2026, e autoridades dos dois países seguem tentando reduzir as divergências comerciais. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o país trabalha para convencer os EUA de que o Pix não representa uma ameaça às empresas americanas.

No mercado global, a atenção também se volta para o Oriente Médio. Os mercados seguem atentos após o Irã suspender as comunicações com os Estados Unidos em resposta à ofensiva de Israel no Líbano. Apesar da escalada das tensões, o presidente Donald Trump afirmou que as negociações com Teerã continuam avançando e demonstrou expectativa de um acordo para prolongar o cessar-fogo e garantir a reabertura do Estreito de Ormuz.

Com isso, os temores de uma interrupção mais severa da oferta global de petróleo perderam força nesta terça-feira (2), levando os contratos futuros a devolverem parte dos ganhos da véspera. O Brent para agosto recua 1,21%, cotado a US$ 93,83 por barril, enquanto o WTI para julho cai 1,07%, para US$ 91,17.

A atenção dos investidores também se divide entre as negociações envolvendo EUA e Irã e o rali das empresas de tecnologia. As bolsas da Europa avançam, repercutindo as declarações de Trump sobre a continuidade das conversas com Teerã, enquanto na Ásia os mercados tiveram desempenho misto, influenciados por sinais contraditórios sobre as negociações e pelo avanço de Wall Street. O Nikkei recuou com realização de lucros após renovar máximas históricas, enquanto ações de semicondutores passaram por ajustes depois da forte valorização registrada em maio.

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