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Blackrock coloca Brasil em destaque na tese de investimentos para 2024, apesar de riscos

Incertezas quanto à política fiscal poderiam atrapalhar o processo, mas gestora vê oportunidades nos mercados de renda fixa e câmbio do País

14 dez 2023 - 14h28
(atualizado às 14h31)
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Com os Estados Unidos em posição para cortar juros no ano que vem e a China na sombra de uma crise de liquidez no mercado imobiliário, o Brasil tem posição de destaque na tese de investimentos da Blackrock para 2024. Incertezas quanto à política fiscal poderiam atrapalhar o processo, mas a gestora vê oportunidades nos mercados de renda fixa e câmbio do País.

A sinalização do Banco Central dos EUA (Federal Reserve, o Fed) de que deve afrouxar a postura no ano que vem abre caminho para o retorno de investidores aos títulos da dívida americana, como evidenciado pela queda nos juros dos Treasuries deflagrada pela decisão de quarta, 13. Ainda assim, a empresa entende que o diferencial segue favorável à maior economia da América Latina, onde a Selic continua na casa dos dois dígitos.

"O Brasil é um dos nossos principais componentes [na carteira] no lado da dívida, por diversas razões, uma deles que os juros reais estão atraentes", afirmou o gestor de portfólio de alocação global da Blackrock, Russ Koesterich, em evento na sede da companhia em São Paulo. "No lado das ações, temos menor exposição, em parte porque estamos mais cautelosos em relação à China", acrescentou.

Koesterich avalia que a recente desaceleração da atividade chinesa tende a afetar países dependentes da exportação de commodity, o que é o caso do Brasil. No entanto, para ele, os participantes do mercado estão cada vez mais ciente das peculiaridades individuais das nações que se enquadram nessa categoria. "No longo prazo, à medida que emergentes se tornam uma cesta mais diversificada, menos centrada na China, isso pode beneficiar alguns dos outros grandes mercados emergentes, como o Brasil", destaca.

A outra parte dessa equação diz respeito ao ritmo de cortes de juros que o Fed executará. A curva futura embute uma redução acumulada de 150 pontos-base a partir de março até o fim do ano que vem, uma precificação que tanto Koesterich quanto Saade consideram "agressiva demais". Para eles, a política chegou ao auge de restrição e, de fato, o afrouxamento virá em algum momento, mas não na intensidade vista por investidores.

De qualquer forma, os juros não voltaram aos níveis ínfimos verificados na década encerrada na pandemia, porque uma série de fatores tornaram a inflação estruturalmente mais elevada, no entendimento da gestora. A resiliência do mercado de trabalho, questões como automação e um déficit fiscal grande estão entre essas variáveis. Koesterich também afirma que a economia está menos sensível aos juros, em meio ao maior peso do setor de serviços ante os bens no consumo. "Esse será um ambiente mais desafiador para empresas que não são lucrativas", diz Koesterich.

O gestor diz que o ano eleitoral nos EUA adiciona mais uma camada de incertezas no horizonte, não tanto sobre se o país continua atrativo, mas em relação a setores específicos. Segundo ele, o presidente Joe Biden e o ex-presidente Donald Trump, os prováveis candidatos, têm visões muito diferentes sobre regulação. Então, por exemplo, na área da saúde, a reeleição do Biden significaria a extensão dos controles de preços, o que teria impacto para investimentos nessa área na renda variável.

Estadão
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