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BC mantém Selic mais baixa da história pela 10ª vez seguida

É a décima reunião em que o Copom decide não alterar a Selic, que está no nível mais baixo da história; mercado, porém, já prevê novo ciclo de cortes

19 jun 2019
18h20
atualizado às 18h27
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a Selic, taxa básica de juros, em 6,50% ao ano na reunião encerrada nesta quarta-feira, 19.

Selic é um dos principais instrumentos do Banco Central para controlar a inflação
Selic é um dos principais instrumentos do Banco Central para controlar a inflação
Foto: DW / Deutsche Welle

O último relatório Focus, que reúne estimativas de analistas do mercado financeiros, divulgado na última segunda-feira, 17, já trazia uma revisão para baixo da Selic no fim deste ano: a mediana das previsões para passou de 6,50% para 5,75% ao ano.Há um mês, estava em 6,50%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 foi de 7,00% para 6,50% ao ano, ante 7,25% de quatro semanas atrás.

Os analistas acreditam que o Copom fará três cortes consecutivos da Selic em 2019, a partir de setembro

No dia 8 de maio, o Copom indicou que o risco de uma inflação menor devido ao fraco desempenho econômico havia se elevado desde a reunião anterior, em março. A instituição reiterou, porém, que manteria "cautela, serenidade e perseverança" em suas próximas decisões, "inclusive diante de cenários voláteis".

No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 foi de 6,50% para 5,75% ao ano, ante 6,50% de um mês antes. No caso de 2020, seguiu em 6,50%, ante 7,00% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 seguiu em 7,50%. Há um mês, estava em 8,00%. Para 2022, a projeção do Top 5 foi de 7,50% para 7,00%, ante 7,75% de um mês antes.

Banco central dos EUA

Nesta quarta-feira, o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa básica de juros, como esperado, e afirmou que agirá para sustentar a inflação, além de alertar para incertezas no cenário.

Nove dirigentes votaram pela manutenção dos juros, mas um deles, James Bullard, do Fed St. Louis, já apoiou um corte de 0,25 ponto porcentual. O BC americano retirou a palavra "paciente" de seu comunicado, além de afirmar que as incertezas à perspectiva "têm aumentado". O Fed ainda renovou o compromisso de agir para "apoiar a expansão, com um mercado de trabalho forte e inflação próxima da meta simétrica de 2%".

Estadão
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