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Auren reduz prejuízo no 2º tri e obtém mais ganhos de modulação com hidrelétricas e eólicas

5 ago 2026 - 18h17
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A Auren Energia reduziu o ‌prejuízo no segundo trimestre e conseguiu capturar ganhos financeiros relevantes com modulação de seu portfólio de usinas hidrelétricas e eólicas, uma dinâmica que deve se acentuar no futuro devido à volatilidade de preços de energia no país, disseram executivos da companhia à Reuters.

A geradora de energia controlada por Votorantim e CPP Investments divulgou nesta quarta-feira um prejuízo líquido ⁠de R$379,1 milhões entre abril e junho, 32,7% inferior à perda de R$562,9 milhões registrada ‌um ano antes.

Já o lucro operacional, medido pelo Ebitda ajustado, somou R$858,9 milhões, queda de 12,4% na base anual, explicada principalmente por uma menor geração eólica e um ‌resultado menor na atividade de comercialização.

Apesar da queda do ‌Ebitda, a Auren elevou no trimestre os ganhos de modulação, que estão associados ⁠ao perfil horário de geração das usinas: suas hidrelétricas e eólicas conseguem produzir em horários em que a energia está mais cara, como no fim da tarde ou noite, em contraposição às solares, que geram quando os preços estão mais baixos.

"Esse efeito do portfólio como um todo está funcionando de fato. Deixou de ser aposta, deixou de ser ‌ficção e expectativa, agora a gente vê de fato acontecendo", disse o CEO da Auren, ‌Fabio Zanfelice, à Reuters.

Os ganhos ⁠de modulação somaram ⁠R$70,5 milhões no trimestre, 75% acima do observado um ano antes, e ajudaram a mitigar o efeito ⁠negativo dos cortes de geração das eólicas ‌e solares.

O diretor de relações com ‌investidores da Auren, Marcelo Sá, destacou que esses ganhos devem se intensificar conforme aumenta a volatilidade de preços de energia no Brasil. "No ano passado, o total de modulação para o ano todo foi perto de R$200 milhões. Em 2026, em ⁠meio ano, a gente está quase nesse valor."

Para os preços de energia, a Auren espera que se situem em patamares mais baixos do que os do início do ano, em torno de R$150/megawatt-hora no terceiro trimestre, apesar da elevada volatilidade intradiária. Já no quarto trimestre, a avaliação é de que ‌os preços dependerão do efeito do fenômeno climático El Niño sobre o período úmido e as temperaturas.

Já para os cortes de geração renovável, Zanfelice afirmou que a Auren ⁠calcula ter direito a uma compensação retroativa de R$300 milhões e ainda está avaliando se irá aderir à proposta do governo para ressarcimento. Os interessados precisam formalizar a intenção de aderir ao mecanismo em 10 de agosto.

CRESCIMENTO E ALAVANCAGEM

Sobre oportunidades de crescimento, o CEO disse que a Auren pretende participar do leilão de baterias, mas que um investimento efetivo no segmento dependerá de retorno adequado.

"Nós não temos essa limitação em si (pela alavancagem), nosso olhar aqui é retorno."

O índice de alavancagem da companhia, que alcançou 5,3 vezes ao final de junho, deve cair mais acentuadamente em 2027, como reflexo da redução do nível de investimentos e do aumento do Ebitda, em função de maiores preços médios em contratos de energia e entrada em operação de novo parque eólico, acrescentou o diretor de RI.

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