Atualização cria 'prainha' e adota alta tecnologia
Ícone de meio século rejuvenesce com escorregador e guarda-sol, estúdios de rádio e televisão
Neste mês, o Magazine Luiza comemora um ano em sua nova sede, onde colocou, sob o mesmo teto, as empresas do grupo. Em 21 mil m² de área construída na Marginal Tietê (zona norte de São Paulo), a renovação e adequações ficaram a cargo da It's Informov, que criou a Arena Magalu e também ganhou prêmio de Retrofit na categoria Empreendimento.
A proposta flexível para os espaços, divididos em módulos, facilita a realização de eventos em auditório para até 500 pessoas. Alta tecnologia é destaque nos estúdios de rádio e televisão, e também está presente no centro de processamento de dados para conexão com a rede de 1,3 mil lojas pelo Brasil. Áreas de relaxamento incluem ambiente de "praia" com guarda-sol, ao lado do Rio Tietê.
Em setembro de 2020, o Magazine Luiza "adquiriu um ícone, dos anos 1960, com fachada tombada pelo patrimônio histórico", diz o júri do Master Imobiliário, ao classificar o conhecido "prédio da Ericsson".
Projetado em 1968 pelo arquiteto americano Charles Bosworth (1914-1999) e inaugurado em 1970, foi a sede da Ericsson do Brasil durante 49 anos. Representante da arquitetura brutalista, é um enorme bloco de concreto com 1.400 painéis pré-moldados, as "banheiras", pesando uma tonelada cada.
No térreo, a "casa de máquinas", com equipamentos e ar-condicionado, foi transformada em área de convivência com vegetação e mobiliário para relaxar. "Um átrio no meio do prédio, a céu aberto", diz Marcelo Breda, CEO da It's Informov.
Decorado com escorregador, espreguiçadeiras, cadeiras de balanço, redes e guarda-sol, ao lado do Rio Tietê.
Os jurados elogiaram o trabalho corporativo feito pela It's Informov, "que fez de um ícone do século 20 uma das referências de São Paulo no século 21". Os seis pavimentos, com lajes de 3,2 mil m², receberam estações com 1.500 posições de trabalho, mais 420 assentos informais, casulos acústicos para chamadas telefônicas, balcões e mesas altas, onde se trabalha de pé ou sentado.
Além dos estúdios de mídia digital e salas para a universidade Magalu, a sede tem café e área de integração, com temas diferentes, em cada pavimento. No segundo andar, fica a biblioteca. Para cuidar dos colaboradores, oferece salão de cabeleireiros, barbearia e sala de massagem.
Tudo feito em quatro meses, no meio da pandemia. "Foram 30 dias para o projeto", diz Breda, enfatizando que sua empresa é verticalizada, com mão de obra própria. "E 90 dias para execução das obras, com até 700 pessoas trabalhando simultaneamente." Breda acredita que, na pandemia, surgiu um novo mundo. "Repensamos como ocupar o espaço, adotando novas formas como hubs e casulos." A Arena Magalu passou a operar ali em outubro de 2020.